Debate da TV Correio é marcado por denúncias e ataques entre Ricardo e Cássio


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O debate entre os candidatos a governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho (PSB), promovido pela TV Correio neste domingo (19), foi marcado por acusações entre eles.

O debate foi dividido em quatro blocos em que os candidatos fizeram perguntas entre si. O confronto entre os postulantes ao Palácio da Redenção foi mediado pelo jornalista Heron Cid.

Confira os detalhes

Primeiro bloco

O primeiro bloco do debate da TV foi marcado por trocas de acusações entre os dois candidatos ao governo do estado.

Ricardo Coutinho abriu o debate indagando o senador Cássio Cunha Lima sobre um terreno desapropriado pelo ex-governador José Maranhão (PMDB) e que o tucano teria destinado à iniciativa privada.

O candidato do PSDB afirmou que o ato teve a aprovação da Cinep e destacou que seu governo atraiu diversos investimentos para o estado. Ele aproveitou para acusar o governador de ineficiência e denunciar superfaturamento de compras para a Granja Santana e engavetar inquérito sobre pagamento de propina ao irmão dele e secretários.

Cássio questionou Ricardo sobre como os paraibanos iriam acreditar nele se as promessas de 2010 não foram cumpridas.

Ao responder, o socialista afirmou que o passado dele e de Cássio são diferentes e assegurou que tem credibilidade porque construiu escolas técnicas, Upas e moralizou polícias militar e civil.

Em seguida, Ricardo perguntou a Cássio sobre o número de ônibus escolares que ele adquiriu para o estado ao resgatar a tragédia que vitimou 13 crianças.

Cássio lamentou o oportunismo de Ricardo ao trazer o tema para o debate e o criticou por forçar servidores a fazer campanha eleitoral. Segundo o tucano, na época em que governou o estado, repassava verbas para prefeituras investirem no transporte de estudantes.

O postulante ao Palácio da Redenção pelo PSDB questionou o candidato à reeleição acerca de uso de programas de governo com fins eleitoreiros.

Ricardo Coutinho disse que o governo dele é republicano, ao contrário do governo de Cássio, pois não discrimina prefeituras.

O socialista pediu a opinião do tucano sobre o programa criado em seu governo para ajudar crianças com problemas cardíacos.

Cássio Cunha Lima acusou Ricardo de fechar hospitais de pequeno porte para concentrar recursos em unidades hospitalares gerenciadas por empresas terceirizadas, a exemplo do Hospital de Trauma de João Pessoa, comandado pela Cruz Vermelha, e alvo de várias denúncias. Ele afirmou que o hospital da Fap, em Campina Grande, passa por crise por conta da falta de investimento do governo do estado e prometeu mudar a realidade da saúde do estado ao descentralizar serviços e criar centrais de diagnóstico.

A última pergunta do bloco, formulada pelo candidato do PSDB ao atual governo foi sobre o destino da emenda conjunta dos deputados estaduais no valor de R$ 109 milhões para o combate à seca.

Ricardo Coutinho citou programas do seu governo para combater a seca, a exemplo da construção da barragem de Camará e da construção de adutoras. Segundo ele, a Paraíba se tornou um canteiro de obras.

Segundo bloco

O segundo bloco do debate da TV Correio também foi marcado por troca de farpas entre os postulantes ao governo do estado.

O primeiro a perguntar foi Cássio Cunha Lima que falou sobre a crise na segurança pública e perguntou ao governador sobre o investimento de apenas R$ 3 mil para qualificação de policiais.

Ricardo Coutinho rebateu a informação e assegurou que seu governo investiu mais de R$ 4 milhões para capacitação dos profissionais e responsabilizou o tucano pela sensação de insegurança que o estado enfrenta atualmente e pelo aumento no número de homicídios.

O governador perguntou se Cássio iria devolver o dinheiro que recebeu acima do teto dos servidores públicos.

O senador destacou que só voltou a receber a pensão de ex-governador quando a Justiça decidiu por sua legalidade e destina o dinheiro para pagar pensão e não passar pelo constrangimento de enfrentar processo na justiça por conta de falta de pagamento de pensão para os filhos, além de cobranças pela internet. Ele lembrou também que o dinheiro que recebe anualmente do estado não chega perto do gasto em feira pela Granja Santana em apenas um mês.

Cássio quis saber de Ricardo como ele pretende aumentar o salário dos professores e investir em escolas em tempo integral, em caso de reeleição, se ele reduziu em R$ 350 milhões a verba para a educação para o orçamento de 2015.

Ricardo garantiu que irá ampliar o número de escolas em tempo integral e investir em reformas ao criticar Cássio por manter escolas abertas sem nenhuma estrutura.

O socialista questionou o tucano sobre o investimento que ele fez com armamento na época em que foi governador.

Cássio convidou Ricardo para visitar sua página na internet e conhecer os investimentos que fez na área e lembrou que o estado de São Paulo doou para a Paraíba 400 pistolas para o uso da polícia. Ele também se comprometeu a convocar os concursados e promover novos concursos para delegados e agentes da polícia civil.

O tucano perguntou a Ricardo sobre indícios de superfaturamento na aquisição de fubás para a FAC.

O candidato à reeleição negou superfaturamento e afirmou que todas as compras de seu governo são inferiores às de Cássio.

Ricardo perguntou a Cássio sobre os investimentos em habitação na época em que o tucano governou o estado.

Segundo Cássio, seu governo foi responsável pela quitação de mais de 55 mil casas, através do programa ‘A casa é sua’ e pelo programa ‘Cheque Moradia’ e criticou Ricardo por usar o programa ‘Cidade Madura’ com fins eleitoreiros e lamentar o reajuste de 3% para os aposentados.

Terceiro bloco

O último bloco de questionamentos entre os candidatos também foi repleto de alfinetadas entre eles.

Ricardo abriu o bloco questionando Cássio sobre um projeto em tramitação no Senado que inibe ofensas a políticos.

Cássio explicou que o projeto não tem o objetivo de amordaçar os usuários das redes sociais, mas de evitar que empresas sejam contratadas para denegrir a imagem de políticos. Ele afirmou que tem o objetivo de implantar no estado um projeto para tornar transparente todos os gastos do governo.

O tucano indagou o socialista sobre superfaturamento na aquisição de placas de tombamento pela Secretaria de Educação no valor de R$ 1,7 milhão.

Ricardo disse que Cássio vivia de “superfaturamentos fantasiosos” e garantiu que denúncias desse tipo são investigadas em seu governo.

O governador pediu explicações a Cássio sobre gastos com passagens aéreas e fretes de jatinhos.

O senador disse que os gastos proporcionaram mais economia ao estado ao acusar o chefe do executivo estadual de adquirir helicópteros superfaturados e gastar uma alta quantia em manutenção. Ele também acusou Ricardo de usar bens do estado para passar reveillon no Rio de Janeiro e participar de eventos sociais em Minas Gerais e de utilizar a Granja do Governador para promover casamento de parente.

Em seguida, Cássio perguntou a Ricardo o motivo de obrigar servidores públicos a fazer campanha eleitoral.

Ricardo negou a informação e criticou a denúncia apresentada no guia eleitoral de Cássio sobre a participação de presos na campanha dele. Ele garantiu que nenhum servidor trabalha forçado em sua campanha.

O socialista questionou se Cássio tinha realizado alguma obra para melhorar a mobilidade urbana quando governou o estado.

O tucano afirmou que na época em que foi governador, a mobilidade urbana não era prioridade, mas mesmo assim, investiu na rede coletora de esgoto e criticou obras paralisadas no governo de Ricardo.

A última pergunta do debate foi formulada por Cássio que quis saber de Ricardo qual a grande obra estruturante que ele conseguiu trazer para o estado através do governo federal.

Ricardo disse que conseguiu iniciar as obras de Acauã-Aracagi e prosseguir com construção de adutoras em parceria com o governo federal.

Quarto bloco

Por fim, o quarto bloco foi destinado para as considerações finais dos candidatos.

Cássio Cunha Lima lamentou o nível de debate que Ricardo trouxe e disse que foi o único a apresentar propostas. Ele reafirmou seu compromisso de descentralizar a saúde e pediu votos para ele e seu candidato a presidente, Aécio Neves, com o objetivo de resgatar uma dívida histórica do governo federal com a Paraíba.

Ricardo Coutinho disse que tem o compromisso de gerar mais empregos para os jovens e de realizar concursos públicos e citou projetos que pretende criar para a juventude do estado.

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