Cuidado com os falsos mitos

A COLUNA DE RUI CÉSAR VASCONCELOS LEITÃO

Máscaras desempenham importância fundamental na sociedade do espetáculo. Os disfarces chegam a fascinar multidões., resultado de estratégias bem articuladas. Comportamentos se moldam aos mitos construídos. A fama provocando delírios. A comunicação como instrumento de exercício do poder de dominação social. Estamos vivendo essa experiência no Brasil.

A alienação presente na vida cotidiana elegendo falsos heróis. Tentam desqualificar visões contrárias, buscando impor o pensamento único. Inibem o aparecimento de alternativas, na prevalência de ideias habilmente colocadas no consciente coletivo. A mentira metódica insistindo em parecer verdade.  Pseudo-valores arcaicos defendidos como regras da moralidade. Desprezam a cultura porque sabem que ela pode resgatar a unidade perdida.

Não há como negar que o espetáculo é uma maneira de manifestação despótica, na intenção de estabelecer reverências aos atores que circunstancialmente assumem o poder. Argumentações sem qualquer lógica são midiaticamente inseridas na dinâmica social transformando pessoas em zumbis que seguem cegamente os eventuais líderes, sem sequer terem a preocupação em analisar, ou refletir, sobre as verbalizações que lhes chegam aos ouvidos. O discurso falacioso, sedutor e insidioso dominando mentes vulneráveis à manipulação.

É preciso apreendermos a realidade pela observação crítica dos fatos. Desvinculando-nos das paixões, dos fanatismos, das devoções incondicionais. Libertemo-nos da falsa consciência que a todo custo querem nos determinar. Desacreditemos dos ídolos fabricados. Na sociedade do espetáculo o agir ético e moral é desconsiderado.

Prestemos mais atenção nos falsos mitos. Eles são, em geral, farsantes. Esbanjam simpatia acanalhada. Fazem do terrorismo verbal a sua força. Heróis de araque que corrompem mentes e intentam calar vozes que falam verdades. São inconsistentes e, por isso, têm vida curta. Ainda bem.

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