Crise econômica afeta comércio de Cajazeiras


ARM-PB_800x443

A crise econômica nacional começa a afetar de forma mais forte o comércio cajazeirense. Os comerciantes e lojistas reclamam que estão enfrentando sérias dificuldades para manter os funcionários e em algumas lojas, as demissões já aconteceram.

Outros afirmam que as dificuldades são grandes para manter os próprios negócios funcionando, em função da paralisia da economia.

Armazém Paraíba – Segundo o gerente do Armazém Paraíba, vende principalmente móveis, eletrônicos e eletrodomésticos, sendo o que mais vende em Cajazeiras, a crise também afetou o estabelecimento.

Ele disse que as vendas caíram acentuadamente, inclusive, a promoção para o Dia das Mães, que é uma data que vende muito, não vem correspondendo às expectativas.

O gerente afirmou que dois funcionários foram desligados da empresa em função dessa situação e espera que essa crise que afeta o bolso da população passe logo.

O Armazém Paraíba vende muito em função das promoções que são realizadas, queima de estoque e principalmente pela venda a prazo no carnê e nos cartões, atraindo clientes não só de Cajazeiras, mas de toda a região, do Vale do Piancó e até dos estados do Ceara e Rio Grande do Norte.

Já o gerente do Paraíba Calçadas, Edjunior Menezes de Queiroz, que também atrai clientes, não só de Cajazeiras e de outras regiões e estados, afirmou que a empresa também vem enfrentando a crise, estimulando o consumo por parte da população, com promoções e publicidade, além das vendas a prazo no carnê e no cartão de crédito, que tem sido um atrativo importante, tendo em vista que a população pode comprar com valores mensais que cabem no orçamento.

Ele disse que não houve queda nas vendas, entretanto, também não houve crescimento e em função disto, não foi necessário demitir funcionários. A Loja emprega em Cajazeiras, 38 pessoas.

Leia Livraria – Por sua vez, o proprietário da Leia Livraria, Rubismar Galvão disse que a crise alcançou todos, tendo em vista que ela é nacional e provocada pela instabilidade política e também em função do governo federal ter tomado, no seu entendimento, algumas medidas econômicas equivocadas, que sacrificaram o País, perdendo credibilidade junto ao Congresso Nacional e a segmentos importantes da sociedade.

Conforme Rubismar, a crise só deve passar quando houver finalmente uma definição em relação a quem vai administrar o País. Da forma como está ninguém quer investir, tanto por conta da situação econômica do País, como política.

O empresário afirmou que vem conseguindo com muito sacrifício manter o mesmo número de funcionários, apesar da queda nas vendas, esperando a crise econômica e política passar, para que as medidas necessárias sejam tomadas e o País volte a crescer. Segundo ele, demitir funcionário também é oneroso para empresa, até porque, mais na frente poderá ter que contratar novamente e ter que investir, por exemplo, em capacitação.

Empregos – Apesar das reclamações por parte dos comerciantes e empresários da cidade, os dados do sistema da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho mostram que pelo menos nos meses de janeiro, fevereiro e março houve o saldo entre demissões e admissões, tendo ocorrido, por exemplo, aumento no número de empregos formais, apesar desse número ser decrescente, isto é, a cada mês diminuiu o número de novos empregos na cidade.

No mês de janeiro, por exemplo, foram empregadas 204 pessoas e desligadas, 65, um saldo positivo de 139. Já no mês de fevereiro, foram admitidos, 188 funcionários novos e demitidos 108, um saldo de 82. Por sua vez, em março, o número de admitidos foi de 192 e de demitidos, 132, um salto de 60 novos contratados.

Os dados, entretanto, mostram que são números decrescentes: em Janeiro o número de novos empregos foi de 139; em fevereiro, 82 e em março esse número despencou para 60.

População – Por outro lado, a população reclama do aumento dos preços, principalmente nos supermercados, além do aumento de energia, água e aluguel. Segundo especialistas, quem está empregado, além de já está com a renda comprometida, não apenas com despesas pessoais, mas também com empréstimos e bens duráveis financiados, de forma que a meta é cortar despesas para reequilibrar o orçamento. Também existe a preocupação em relação ao futuro, inclusive, com uma possível demissão, caso a economia não reaja nos próximos meses.

Os que comercializam bens duráveis e que podem “esperar” um pouco mais são os mais prejudicados, mesmo assim, quem está indo aos supermercados, por exemplo, estão sendo obrigados a retirar alguns itens.

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *