Costureira pede doações para conseguir tratar doença rara em instituto na Espanha


A costureira Francisca Trajano Inácio Filha, de 49 anos, tenta há um ano – através de uma campanha na Internet – obter recursos para se submeter a uma cirurgia em Barcelona, na Espanha. Moradora do bairro Jardim Mirandola, em Americana (SP), ela descobriu que é portadora de uma doença rara: a síndrome de Arnold Chiari, uma má-formação no cérebro adquirida ainda no útero da mãe.

O custo para o procedimento médico, mais o deslocamento até o país europeu é de cerca de R$ 100 mil. A síndrome compromete o sistema nervoso central, podendo resultar em vertigem, perda da coordenação motora e problemas visuais. “Há uns sete anos eu comecei a sentir dores muito fortes. Procurei ortopedista, que dizia que não era nada. Eu tomava remédios, mas não melhorava. Só consegui o diagnóstico quando passei por um neurologista”, explica.

Com sintomas comuns a outras doenças, como dores no corpo e e vertigem, a síndrome é de difícil diagnóstico, principalmente porque ele só pode ser feito com tomografia ou ressonância magnética, dois dos exames como maior fila para realização no SUS (Sistema Único de Saúde).

INSTITUTO

No Brasil os poucos tratamentos disponíveis são mais para aliviar os sintomas. “Muita gente é tratada como se tivesse enxaqueca, labirintite ou até depressão. Eu mesmo tomei todos os remédios disponíveis para labirintite antes de saber que era portadora da doença”, revela.

No ano passado, a costureira descobriu, pela Internet, o Instituto Chiari, na cidade espanhola, que desenvolveu uma cirurgia exclusiva, que bloqueia o avanço da doença no cérebro.

O custo, no entanto, está fora da realidade econômica da moradora de Americana. “Nos contatos que eu fiz com o instituto me informaram que a maioria dos pacientes brasileiros que operam lá chegam através de campanha. Por isso criei uma vaquinha on line para arrecadar o dinheiro, mas não tem sido fácil”, completa.

Como não pode trabalhar, Francisca montou um bazar na própria casa, onde vende roupas próprias ou recebidas em doação. É ali que a costureira consegue algum dinheiro para se manter.

COLABORE

Francisca é filha do casal de agricultores aposentados David Inácio da Silva e Francisca Trajano Inácio, moradores assentados da Vila Produtiva Rural Bartolomeu, do Projeto de Integração de Bacias do Rio São Francisco, no município de Cajazeiras (PB).

A campanha tem uma página no Facebook, chamada “Todos pela Fran”. O link para a vaquinha é o www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-pela-fran-francisca-trajano-inacio-filha. Quem quiser ajudar também pode entrar em contato com a paciente pelo telefone 19-98265-5402.

COM INFORMAÇÕES DO JORNAL TODO DIA

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *