Quando a vontade majoritária do povo contraria os interesses das forças dominantes que compõem o sistema político vigente, predominam as ações alicerçadas na mentira, na manipulação de consciências, nos arranjos jurídicos, com o propósito de manter o “status quo”. A soberania popular passa a ser atacada criminosamente por aqueles que deveriam defendê-la. O vínculo jurídico-político com o Estado é desrespeitado sem o menor constrangimento.

As liberdades democráticas estão sendo desconsideradas acintosamente. A partidarização da justiça desmoraliza a nossa Carta Magna. A população fica órfã da informação plural, considerando o monopólio midiático nacional, que noticia conforme suas conveniências. Querem, a todo custo, excluir o povo do exercício de sua função política de controle e decisão soberana nas urnas. A direita verde-amarela tem medo da manifestação livre do povo nos processos eleitorais. Tentam evitar que a vontade majoritária popular determine os rumos da nação seguindo os princípios básicos da democracia.

A elite brasileira, historicamente, sempre foi avessa à idéia de que um governo popular assuma o poder, temendo a adoção de uma agenda de redistribuição da riqueza e concretização da igualdade de oportunidades para todos. Toda sorte de ilegalidades são admitidas em nome dessa intenção antidemocrática. Quem ameaça transformar as estruturas sociais e políticas do país é eliminado do processo eleitoral.

Lí uma frase da romancista e memorialista francesa Amandine Aurore Lucile Dupin, com o pseudônimo de George Sand, que expressa bem os prejuízos que podem acarretar o estado de subserviência e submissão de um povo às vontades da elite dominante: “Os ricos só fazem o mal porque o povo lhes estende o pescoço”.

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