É comum o Facebook criar instrumentos interessantes para seus usuários: lembrar data dos aniversariantes; desenho do rosto; estatística das postagens mais curtidas; vídeos comemorativos de amizades; frases geniais para expressar sentimentos variados; perfil da personalidade que você se pareça; e outros recursos de maior sucesso que divertem e massageiam o ego de seus contistas.

Mas teve um dispositivo que considerei muito importante e não teve a devida atenção. Praticamente foi desconsiderado. Era o que “intimava” falar qual o livro se estaria lendo no momento. Olha só que coisa maravilhosa. Sei que, por trás disso, os robôs de busca traçariam seu gosto de leitura e te bombardearia de indicações de livros para você comprar na Amazon, na Estante Virtual ou sei lá onde o Face tem afinidade de lucro com livros.

Mesmo sendo uma fisga comercial manifesto aprovação. Era a oportunidade de sabermos as preferências literárias dos que gostam de ler livros. Era a chance de escolhermos as pessoas para trocarmos ideias afins, das histórias e estórias que os escritores tecem e nos encantam.

Seria uma gigantesca sala de aula no espaço cibernético (acho que dei uma viajada!) sobre literatura sem o ranço acadêmico, como se estivéssemos em mesa de bares papeando, entre outras migalhas de conversa fora, os lances emocionantes de muitas páginas de livros, as maluquices, truques, mistérios, enredos, fracassos imaginativos, estilos diversos de autores famosos ou não.

Isso se houvesse essa sintonia como quando o Face avisa que hoje é seu aniversário e as curtidas e os comentários passam a ser o dia de maior frequência em sua conta.

Infelizmente não é assim. Ou as pessoas não gostam de ler livros ou se reservam em expor suas leituras de livros, ou, simplesmente não gosta mesmo de ler livros, não foram orientadas para o prazer da leitura de livros, não foram estimuladas para esse lazer e campo de informação.

O que nos resta é o respeito, acima de tudo, por quem não gosta de ler livros por enes motivos. Devemos acatar as particularidades. E aqui não vai nenhuma intenção de encostar ninguém na parede por isso. Pelo contrário, tomara que cause efeito contrário e alguém fale: “É, vou experimentar, vou tentar fazer isso”.

Por esses dias recebi uma postagem no WhatsApp apropriada para essa temática de estímulo à leitura de livros. Dizia a postagem: “Acredite, este hábito pode fazer a diferença na sua vida”. E prosseguia: “Se você ler 15 páginas por dia, em 30 dias terá lido 450 páginas. De 1 a 3 livros por mês. E dentro de 12 meses terá lido 5.400 páginas”.

Todos concordamos com essa proposta. Acredito. Mas para ser mais sedutor, minha sugestão é reduzir esse quantitativo pela metade. Se for lido um livro por mês, já considero um leitor campeão.

Se temos determinação de instante em instante vermos o que rola no Facebook, no WhatsApp, no Instagram, vermos televisão e outros frufrus de nosso cotidiano, por que não podemos reservar um tempinho DIARIAMENTE, COMPROMISSADAMENTE, OBSTINADAMENTE, e acima de tudo isso, em letras garrafais friso: PRAZEROSAMENTE, para leitura de livros?

Minha dica para começar: Ler os livros de crônicas de Rubem Braga e Fernando Sabino. São encantadoras, atraentes, leves, risonhas, inteligentes. Como se diz: São uma verdadeira cachaça! Ou vinho, ou cerveja, ou uísque.
Vale salientar: Se conselho fosse vitamina eu seria Hulk, ou Tarzan.

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