Com superpoderes no governo RC, secretário corre o risco de ficar sem apito no governo de João


Sem a caneta na mão, o prestígio do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) junto ao aliados cai a cada dia. Seis meses fora do poder e as denúncias da Operação Calvário, que envolvem Ricardistas no esquema de corrupção foram suficientes para alguns aliados próximos se distanciarem do ex-governador, que vive o pior momento político, do ostracismo ao desgaste da imagem com membros do seu governo denunciados pelo Ministério Público.

Tido como um dos Ricardistas mais entusiastas, o secretário de Comunicação, Luís Tôrres, vive uma nova vibe. Tenta se desvencilhar da imagem do homem da extrema confiança de Coutinho na tentativa de  conquistar prestígio com o governador João Azevêdo, já que ambos sempre tiveram uma relação distante e de atritos, alvo de registro no blog durante a pré-campanha. Esse é o movimento percebido por uma importante fonte muito ligada a Azevedo.

O problema é que Tôrres não passa a confiança necessária ao núcleo que cerca o governador. Para eles, a dúvida que existe é se o secretário, realmente, tenta se desligar de Ricardo para se aproximar de João ou se o movimento é uma estratégia do próprio Ricardo para entrar no círculo íntimo de Azevêdo, através do jornalista. Como se percebe, o porta-voz do governo continua sendo visto com “olhar atravessado” entre os aliados e amigos de João.

O governador João Azevêdo (PSB) tem se cercado de um grupo político experiente no qual ouve conselhos e orientações a cerca de algumas decisões políticas e administrativas, nos moldes do antigo “coletivo” do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), onde o socialista ouvia um grupo seleto antes de tomar decisões.

Segundo informações reveladas ao Blog do Anderson Soares por um dos integrantes do grupo do atual governador, o secretário de Comunicação do Estado, Luís Tôrres, acostumado a praticamente dormir na Granja Santana à época em que Ricardo era governador – devido ao grau de intimidade com o ex – tentou repetir o feito com Azevêdo. Sem ser chamado, o jornalista tentava participar da reuniões do governador com o grupo político aliado.

Por ter criado muitos atritos com integrantes do grupo à época em que tinha superpoderes foi privado de participar das reuniões. É que um dos principais integrantes do “coletivo” orientou o governador a barrar o jornalista, o qual atendeu prontamente o pedido. Insistente, Tôrres ainda tenta furar o bloqueio, mas já percebeu que perdeu a cadeira cativa no governo. Já tentou se redimir com o coletivo de João, mas no grupo ninguém confia no “índio”, segundo informou uma fonte palaciana.

COM INFORMAÇÕES DO BLOG DO ANDERSON SOARES

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *