Com abastecimento deficiente, falta d’água se agrava em Cajazeiras


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Após a colocação em prática do racionamento, por parte da Cagepa, as reclamações da população em relação à falta d’água em vários bairros da cidade vêm aumentando significativamente nos últimos dias.

O abastecimento está sendo interrompido todos os finais de semana (sábado e domingo), pela Cagepa, por causa do racionamento, sendo que em algumas localidades, principalmente loteamentos que ficam no entorno da cidade e álbuns bairros mais altos e distantes, a água tem demorado até 10 dias para chegar, deixando as famílias sem o líquido até para o consumo doméstico. Muita gente está comprando caixas d’água e tambores para acumular água.

O racionamento em Cajazeiras foi anunciado pela Cagepa, em janeiro deste ano e segundo o gerente regional da empresa, Cleudismar Alexandre Maciel (Neném), houve uma redução na captação de água de 700m³ para 520m³/h.

O abastecimento d’água da cidade de Cajazeiras já era deficiente, mesmo quando tinha água em no açude de Engenheiro Ávidos (Boqueirão de Piranhas), tendo em vista que a água não conseguia chegar a toda cidade ao mesmo tempo. O sistema funciona por meio de manobras, fecha para uma área da cidade e abre para outra. Cajazeiras tem algumas áreas altas que dificulta a chegada da água. A cidade também tem crescido muito nos últimos anos.

Mesmo com a diminuição da vazão a tubulação, que é antiga e obsoleta vem se rompendo em várias partes da cidade, provocando desperdício. O açude de Boqueirão de Piranhas, que tem capacidade para 255 milhões de metros cúbicos de água, hoje está com 23 milhões 506 mil metros cúbicos, que representa 9,3% de sua capacidade, conforme a AESA.

Adutora – No dia 13 de janeiro do ano passado, o governador Ricardo Coutinho, assinou Ordem de Serviço para implantação de uma adutora de engate rápido e emergencial no açude de Lagoa do Arroz, para abastecer a zona norte da cidade. A obra ainda não foi concluída. Segundo o coordenador de gestão do Governo do Estado, 70% está pronta e relatou problemas como o incêndio criminoso que queimou equipamentos da adutora. A reportagem não conseguiu contato telefônico com o gerente regional da Cagepa, Neném.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS

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