[CLEMILDO BRUNET] Provocação feminina: intuição ou curiosidade?


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A cada 8 de março fico a me perguntar o que falar sobre mulher. O que elas pensam, quais são seus planos, modo de vida, trabalho, formação, casamento, esposo, filhos etc. Por favor, vocês mulheres não me levem a mal se em algum tópico do que escrevo venha tocar suas sensibilidades – sentindo-se ofendidas. Não é nada disso, apenas especulações do cotidiano sobre mulheres, assim como não é negada a elas, a manifestação de pensamentos em relação aos homens. Essa guerra de sexo, no bom sentido, sempre existiu. O mais importante é que ambos (homem e mulher), no final de tudo acabam-se entendendo, e a Lei maior os coloca em pé de igualdade no meio social.

A mulher de modo algum poderia ficar fora do contexto da vida do homem. No relato bíblico está explícito que um é o complemento do outro e vice-versa. Senão vejamos; quando Deus terminou a obra da criação e viu que tudo quanto tinha criado era bom; diz a bíblia no Gênesis capítulo 1:26,27 “Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. E completa o texto: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”.

Homem e mulher obra prima da criação de Deus. A bíblia narra para o entendimento humano o modo como o homem foi formado: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”. Gn.2:7. Mas também mostra para nosso conhecimento como a mulher foi feita. “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas, transformou-a numa mulher e lha trouxe”. E disse o homem: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa. Porquanto do varão foi tomada” Gn.2:21-22. Embasada nessa assertiva o poeta se inspirou para escrever a declamação que se encontra na música “Mulher Governanta” interpretada pelo cantor Silvinho que foi sucesso nos anos 60.

“Se Deus fez a mulher, Deus não a fez da cabeça do homem, para que ela não se julgasse sua soberana. Deus não a fez dos pés do homem, para que o homem não a fizesse sua escrava. Deus fez a mulher da costela do homem. De uma costela bem perto de seu coração, para que ela fosse amada e amparada por ele. A mulher não é rainha nem escrava, Deus a fez companheira do homem”.

Por que será que a serpente procurou a mulher e não o homem, para travar o diálogo sobre o fruto da árvore da ciência do bem e do mal? Li certa vez em um artigo sobre mulher, que elas são sensíveis ao ouvir palavras amáveis e deixam-se levar pela lábia dos homens, dócil, são conduzidas ao ponto desejado por eles. Quer dizer, com raras exceções, a mulher é fascinada pelo raciocínio do interlocutor. Já os homens são conquistados pelo o olhar delas.

Muitas vezes, a semelhança de Eva, a conversa desperta no ser feminino a vontade de conhecer o desconhecido e sua curiosidade é avultada para saber os segredos e mistérios que foram descritos para ela. Por outro lado, há na mulher, aquilo que elas chamam de intuição feminina, tendo pressentimentos que acabam dando certo. No modo de direcionar a intuição, a mulher vai à busca da verdade de seu discernimento.

Em geral povoa no pensamento feminino a vaidade de ter uma pele bem cuidada, os cabelos alinhados e o guarda roupa cheio de peças sob medida ditadas pela moda. Toda essa preocupação faz com que haja uma concorrência não com o sexo oposto, e sim com elas próprias. A mulher gosta de olhar em detalhes como as demais se vestem, provocando uma concorrência entre a espécie, para que ela seja vista como a mais gostosa, a mais bonita etc.

Por fim, a mulher gosta mesmo de se vestir bem, ela pensa no seu bem estar, no seu conforto e com toda razão. Seu visual não é para impressionar os homens, pois os mesmos não ligam pra isso. Para comprovar o que digo, quando passa uma mulher, os homens olham para outros detalhes, não querem saber se tal blusa combina com a saia, ou o cinto com o sapato.

Faz parte do perfil da mulher ser delicada e com isso muita gente se engana em pensar que ela é frágil. Pelo contrário, além das obrigações com o seu trabalho fora de casa, sobre ela pesa a responsabilidade de cuidar bem do seu lar, do seu esposo e dos filhos, sendo a coluna central de sustentação e equilíbrio para o bem ou para o mal. “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata com as próprias mãos a derriba”. Pv. 14:1.

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