Cinco campi aderem à greve do IFPB e 9 mil ficam sem aulas na Paraíba



Professores e trabalhadores técnico-administrativos de cinco campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) aderiram ao movimento grevista das categorias. De acordo com Wolhfagon Costa de Araújo, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica e Tecnológica da Paraíba (Sintef-PB), pelo menos 9 mil alunos estão sem aula.

O pró-reitor da instituição, Paulo di Tarso, disse que está reunido nesta segunda-feira (11) com os diretores das unidades do IFPB. “A paralisação é da consciência de cada servidor. Existe a pauta nacional e local. A gente vem discutindo e mediando a situação para administrar da melhor”, explicou Paulo di Tarso.

A greve do IFPB teve início no dia 6 de junho quando os professores e trabalhadores técnico-administrativos do campus de João Pessoa paralisaram as atividades. Em seguida foram os trabalhadores dos campi de Cabedelo e Picuí entrarem no movimento. Nesta segunda-feira (11) os professores dos campi de Sousa e Cajazeiras, no Sertão paraibano, paralisaram as atividades. O IFPB está funcionando com 30% do efetivo, segundo o coordenador do Sintef-PB.
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Algumas das reivindicações dos grevistas são o reajuste salarial de 22,08%, estruturação da carreira docente de técnico-administrativo, democratização do instituto e ainda o repasse de 10% do PIB nacional para educação.

De acordo com Wolhfagon Costa, atualmente 12 mil alunos estudam nas dez unidades do IFPB. Já o pró-reitor da instituição, Paulo di Tarso, afirma que 18 mil alunos estão matriculados no IFPB.

Os trabalhadores dos campi de Campina Grande, Patos, Guarabira, Princesa Isabel e Monteiro ainda estão definindo se vão aderir ao movimento. A previsão do sindicato é que até o dia 13 de junho todos os campi do IFPB no estado paralisem suas atividades.

Greve das instituições federais na Paraíba
Os 62 mil alunos das Universidades Federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) estão sem aulas há 20 dias. Segundo a assessoria da Adufcg, os professores querem a restruturação da carreira docente, prevista em um acordo firmado em 2011. Os docentes também pleiteiam melhores condições de trabalho e a valorização profissional.

De acordo com a assessoria de imprensa da UFPB, atualmente a instituição tem 42 mil alunos distribuídos nos campi de João Pessoa, Areia, Bananeira, Rio Tinto e Mamanguape. Já a assessoria de imprensa da Adufcg informou que a Universidade Federal de Campina Grande conta com 20 mil alunos.

A greve das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) é um movimento nacional que foi proposto pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). De acordo com o Andes-SN, 49 insituições federais aderiram ao movimento. 

 

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