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[2001] Viaturas da PM são usadas para fins particulares

Um cidadão flagrou e registrou o transporte dos filhos de um oficial do 6º BPM para o colégio

[dropcap style=’box’]C[/dropcap]omo se não bastasse a atitude do superintendente regional da Polícia Civil, delegado Francisco Celeste, que reservou uma viatura tipo Blazer, novinha, para seu uso particular (só quando o próprio celeste participa das diligências a referida viatura é utilizada em serviço), na Polícia Militar também existem os oficiais integrantes da mais elevada hierarquia que gostam de usar as viaturas oficiais como se fossem carros particulares.

Um cidadão daqueles que pagam seus impostos religiosamente flagrou e registrou o movimento diário de uma viatura da Polícia Militar levando e recolhendo os filhos do subcomandante do 6º Batalhão, capitão Albuquerque, com direito a praça como motorista e tudo.

O uso da viatura é ostensivo e exatamente em horários que provavelmente o serviço do quartel exige uma maior quantidade de viaturas à disposição.

Um tenente que não quis se identificar por razões óbvias disse que nem o coronel José Gomes, comandante do 6º BPM, se dá ao luxo das regalias, a que o capitão Albuquerque quer ter ao seu dispor, como o uso de viaturas para o transporte dos filhos diariamente à escola.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS – ANO 3 – Nº 155 – 07 a 13/12/2001
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[2001] Só em 1991, o Cocodé comeu mais de 1.250 sacos de cimento

[dropcap style=’box’]D[/dropcap]epois de uma semana de trabalho interno, examinando uma pilha de 3.191 laudas de documentos, a CPI das Obras Inacabadas da Câmara Municipal, e que investiga também o destino da venda dos galpões da Santa Cecília, já descobriu indícios de que houve excessos e irregularidades na compra de materiais de construção.

Só no exercício fiscal de 1991, por exemplo, a CPI descobriu que o Palácio do Cocodé, uma obra da lavra da administração do ex-prefeito Vituriano de Abreu (PMDB), comeu mais de 1.250 sacos de cimento. Há notas fiscais e notas de empenho comprovando esses números estarrecedores.

O vereador Kleber Lima, presidente da CPI, revelou que a CPI descobriu também documentos que comprovam a compra de louça sanitária para vários banheiros, inclusive com acessórios tipo saboneteira e porta-toalhas, entre outros; grande quantidade de materiais elétricos, incluindo lâmpadas fluorescentes e incandescentes, e 24 quilos de parafusos apenas numa nota de empenho.

A CPI vai tentar descobrir se houve desvio desses materiais e qual a destinação de tudo que foi comprado com recursos públicos.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS – ANO 3 – Nº 152 (16 a 22/11/2001)
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[2001] Lojistas do Calçadão reivindicam mudanças

A esperada operação de salvamento do lugar pode começar no período de Carnaval

[dropcap style=’box’]U[/dropcap]ma atitude dos comerciantes que fixaram seus estabelecimentos do Calçadão da Tenente Sabino está chamando a atenção do poder público municipal, que parece disposto a encarar o desafio de reforma do conglomerado de boutiques, lanchonetes, bares e outros pontos comerciais. Os lojistas se uniram para criar uma entidade, que irá representar os interesses da classe e será uma espécie de ponte entre a iniciativa privada e Prefeitura.

Como se não bastasse há mais de 15 anos estar com a mesma “cara”, o Calçadão vem sendo depredado e conhecido como um lugar sem atrativos para turistas, já que não conta com infra-estrutura adequada e um sistema de segurança eficiente.

O comerciante Irlânio Cavalcanti, presidente da ACC (Associação Comercial de Cajazeiras), é proprietário de uma boutique, antes mesmo da construção do Calçadão, e diz que nunca presenciou uma reforma no local.

“Durante todo esse tempo, o Calçadão foi relegado pelo poder público, sem que houvesse algumas reformas, no que tange à parte de iluminação, estrutura propriamente dita e até segurança. Depois de esperar tanto, os próprios locatários das lojas tiveram a idéia de criar um conselho para legitimar junto aos órgãos públicos essa necessidade de requerer melhorias. Hoje o lugar não conta nem com coleta de lixo”, justificou.

REVITALIZAÇÃO DA PAISAGEM

Várias reuniões entre os lojistas já aconteceram para fortalecer o projeto. De acordo com Eliana Pinheiro, que mantém sua loja de decoração no local há mais de oito anos, e é uma das enfrentantes do movimento, todos os comerciantes do Calçadão já abraçaram a causa, já que a iniciativa também é voltada para a atração de turistas e, consequentemente, para o crescimento das vendas.

“Estamos pensando, já a partir do Carnaval deste ano, em começar uma campanha única de vendas, criando uma espécie de bloco do Calçadão”, revelou.

A idéia dos proprietários das lojas é fazer do Calçadão um shopping a céu aberto, com um projeto de revitalização da paisagem, especificamente no que se refere à iluminação, à limpeza e à arborização.

O atraso da estrutura visual do local é o grande temor dos integrantes do movimento que querem lutar por um ambiente mais saudável, mais receptivo e, quem sabe, bem diferente e bem mais moderno do que se encontra.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS – ANO 3 – ED. 109 (21 a 27/01/2001)
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[2001] Prefeitura quer multar quem joga entulhos nas ruas

[dropcap style=’box’]U[/dropcap]ma equipe de fiscais das secretarias de Planejamento e Infra-estrutura e do Departamento de Administração Tributária, está fazendo uma ronda pelas ruas da cidade. A busca, a cada vez que for “bem-sucedida”, gera uma carta de advertência para o autor da junção dos entulhos, que variam, desde pedras, cimento, cal, barro, ferro-velho, madeira, a animais mortos e lixo em geral.

Caso o destinatário da carta continue desobedecendo à ordem de limpeza e da organização pública, a multa prevista na Lei Orgânica do Município é de R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais). O valor é fixo, seja qual for a quantidade, segundo informou o chefe do Departamento de Administração Tributária, Artielso Freire.

De acordo com a Lei, os R$ 150,00 valem tanto para entulhos que caibam numa lata quanto os que sejam transportados numa caçamba. “Claro que, se a pessoa, mesmos depois de multada, não retirar o entulho, a Prefeitura vai lá e retira o material. Não adianta advertir e não cumprir também o que manda a Lei.

PRAZO DE 48 HORAS PARA A RETIRADA

O secretário de Infra-estrutura, Roberto Cartaxo, explicou que a multa se procede somente após as 48 horas em que a carta é recebida pelo cidadão que assume a propriedade dos entulhos. Segundo Roberto, a equipe não tem a intenção de perseguir as pessoas, mas de conscientizá-las para a educação ambiental.

“Estamos tentando explicar que, se cada um mantiver a limpeza de sua calçada, a cidade vai permanecer limpa. Quem realizar uma construção ou uma reforma deve se responsabilizar pela retirada do entulho no dia seguinte”, declarou.

Em uma rápida passagem pelas ruas de Cajazeiras, nossa reportagem encontrou entulhos em várias localidades e documentou os que se encontravam na Luís Paulo Silva, na José Pedro Quirino e em algumas ruas da Vila do Bispo.

A equipe de fiscalização urbana lembra, ainda, que as multas valem para as ruas, avenidas, praças, calçadas e canteiros.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS – ANO 3 – ED. 108 (14 a 20/01/2001)
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[2001] Rainha do cabaré dos anos 50 é encontrada morta

[dropcap style=’box’]N[/dropcap]a tarde da última terça-feira, alguns agricultores que moram nas proximidades do sítio carrancudo, encontraram a senhora Francisca Pessoa, morta, em completo estado de putrefação, depois de ter desaparecido durante 20 dias do convívio dos seus familiares e amigos.

A senhora, que morreu aos seus 80 anos em estado de miséria e abandono, era, segundo os historiadores da cidade, uma das mulheres mais belas da zona sul, especificamente fazendo ponto nos pobres e antigos cabarés dos anos 50.

Chamada de “Chica Boa”, a falecida era aposentada, morava na Rua Vicente Leite, Asa Sul de Cajazeiras e, nos últimos dias, contava com a disponibilidade de poucos parentes, incluindo o seu irmão, o pedreiro Damião Mendes. Segundo ele, não pôde ter acontecido um assalto “já que a falecida não tinha nada o que oferecer” e havia deixado o dinheiro da sua aposentadoria, que acabara de receber, em casa.

“Ela sofria de epilepsia e pode ter tido um ataque sem ninguém saber”, explicou.

O servente de pedreiro Damião Izidro de Souza, sobrinho de Chica, disse que a família descartou a possibilidade de morte por estupro e que o estado dela, de completo queimor pelo corpo, deveu-se ao Sol escaldante.

“Procuramos minha tia por todo canto da cidade, até mesmo no lixão, onde ela gostava de ir e tinha alguns conhecidos por perto. Eu acredito que ela ‘se areou’ sozinha e não conseguiu voltar para casa. Mas é triste alguém ser encontrado numa situação dessas”, lamentou.

Além de morar sozinha na sua residência, “Chica Boa” já havia sido internada no Hospital Regional de Cajazeiras várias vezes por haver desmaiado em público, resultado da epilepsia, distúrbio que começou a ficar mais intenso, segundo seus familiares, depois que Chica passou dos 40 anos de idade.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS – ANO 3 – Nº 105 (07 A 13/01/2001)