Casa da Indústria é inaugurada para fortalecer região de Juazeiro do Norte


CASA-IND-CE

O Cariri terá um fortalecimento a mais para o desempenho do desenvolvimento industrial, com a inauguração na próxima terça-feira, às 15 horas, da Casa da Indústria do Cariri e, também, a instalação do Polo Regional de Inovação Industrial do Cariri. Haverá posse da Diretoria do Sindindústria, para o Quadriênio 2014-2018.

A meta é dinamizar o desenvolvimento da indústria no Interior, aliando o conhecimento às potencialidades existentes e setores com condições de despontar. A competitividade e a inovação são as apostas para dar maior impulso aos diversos segmentos da economia.

A inauguração será por meio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Na ocasião, também será assinado o Pacto pela Inovação e Desenvolvimento Econômico da Região do Cariri e haverá a apresentação dos dados e resultados da publicação do Projeto Setores Portadores de Futuro. Participam dos eventos o presidente da Fiec, Roberto Macedo, o diretor corporativo do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), Carlos Matos, e comitiva da diretoria da Fiec.

Integração

O Polo de Inovação do Cariri tem a finalidade de contribuir para uma maior integração das cadeias produtivas e possibilitar o estímulo à inovação, com aumento da competitividade e participação em editais de interesse desses segmentos envolvidos. O Polo integrará 11 municípios e já fazem parte Aurora, Barbalha, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Granjeiro, Jardim, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri. O Polo de Inovação faz parte de uma das ações do Programa Uniempre, englobado pelo Programa Indústria Viva, um conjunto de projetos integrados que envolvem ações incisivas de promoção da competitividade.

Este é segundo dos sete polos previstos para instalação no interior do Estado. O primeiro foi implantado em outubro de 2013, no Vale do Jaguaribe, por meio da Casa da Indústria, localizada em Limoeiro do Norte. A iniciativa é resultado da soma de esforços do Sistema FIEC no Cariri, por meio do trabalho das demais instituições integrantes: Senai, Sesi, IEl e Fireso.

Para o diretor corporativo do Indi, Carlos Matos, o polo é uma integração da Casa da Indústria com toda a estrutura do Sistema Fiec, representando esforço para o desenvolvimento da região, focado no desenvolvimento do Cariri. “Vamos também catalisar os esforços das prefeituras, das ações do Governo do Estado junto ao Governo Federal, interagindo com a iniciativa privada, visando à geração de trabalho e emprego”, diz ele.

Metal mecânico

Matos explica ainda que já é possível verificar quais os setores emergentes que precisam de apoio para crescer na Região. “O setor metal mecânico cresce bem e, se apoiado, tende a crescer ainda mais. As empresas produtoras de joias semipreciosas também vêm se destacando, formalizadas, algumas tendo mais de cem funcionários. E não podemos esquecer que o Cariri é o segundo polo turístico cearense, recebe quase dois milhões de pessoas”, afirmou.

Estudo

A inteligência competitiva é um dos principais fatores para agregar os processos de desenvolvimento, com forma de estudar vocações e potencialidades. Para isso, foi realizado na Região um estudo pelo Indi. O intuito é detectar tendências sobre o futuro, percebendo as vocações existentes e com potencial de desenvolvimento.

Setores como o polo calçadista, metal mecânico, ourivesaria e folheados se destacam dentro desse processo, mas, em contrapartida, os estudos apontam uma maior necessidade de promover melhor infraestrutura dos segmentos.

A Casa da Indústria contará com gerente e agentes do polo, que terão o papel de articulação para fortalecer as atividades entre os que fazem o segmento, com ações que viabilizem o crescimento das empresas. Nessa perspectiva será aliado o conhecimento acadêmico aos diversos setores.

Para o gerente do Programa Universidade Empresa (Uniempre), Mário Gurjão, é importante que sejam detectados os desafios de inovação e os projetos para isso estejam disponíveis. “O grande desafio para o setor é conhecer esse espírito e desejo de inovação de cada empresário e acrescentar ao conhecimento, também com grandes especialistas nacionais e internacionais, atuando na cultura de cada segmento”, ressalta. Ele ainda acrescenta que há um esforço para isso e uma boa perspectiva em relação ao Cariri, nesse sentido.

Biotecnologia

Foram eleitos setores transversais que impactam diretamente no desenvolvimento industrial do Cariri, mediante estudo, como a biotecnologia, e área de saúde, com grande número de pesquisadores. “Toda a área da indústria agroalimentar e na saúde podem ser beneficiar com maior integração junto às universidades locais”, diz o economista da Fiec, Guilherme Muchale.

Outros aspectos estão relacionados à capacidade de geração de energia solar, e também a parte de tecnologia da informação e questões como o meio ambiente e agrologística que impactam no setor industrial.

Muchale destaca, ainda, o setor de construção civil, calçadista e agroalimentar, que já são fortes no Cariri. Para ele, esses setores devem continuar gerando emprego e renda na região, com previsões de crescimento até 2015. Os setores de economia criativa e saúde podem se fortalecer, por serem ainda industrialmente pequenos, mas que devem ganhar importância.

No caso dos setores indutores de desenvolvimento regional, o economista da Fiec diz que a própria região escolheu e são mais comuns, como o de confecção, turismo, que ficou bem posicionado e com forte potencial, mas que existe um gargalho que é o aeroporto ainda pequeno, além da profissionalização da área.

Os 11 municípios que fazem parte do polo têm 7% da população do Estado e 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Somente as cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, segundo Guilherme, são responsáveis por 80% do PIB da região. O setor de serviços se destaca como o mais importante para economia da região, com 78% de participação, e a indústria 18,2%. O município considerado mais industrializado e de maior participação no PIB local é Barbalha, com 30% da riqueza gerada pelo setor industrial. São 23 mil empregos industriais na região, com destaque para calçados.

DIÁRIO DO NORDESTE

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