Construir pontes, sejam elas de concreto ou de amizade, é unir o presente ao futuro, é unir por caminhos mais curtos as grandes distâncias, é traçar novas rotas, é estreitar os laços e enlaces para os abraços apertados.

Quantas pontes precisam ser erguidas para conduzir Cajazeiras para um futuro promissor? Quantas barreiras deverão ser destruídas para alargar os caminhos? Barreiras, não de pedras e barro, mas as da ignorância e da política mesquinha, que infelizmente ainda existem em nossos caminhos.

Cajazeiras não precisa e nem quer que seja proibido que um defunto de um partido de oposição não possa ser velado por um cidadão da situação. Isto é política de “muro baixo”.

Que mal poderia existir de vereadores das oposições (hoje tem dois grupos) conversem com o chefe do executivo municipal para um diálogo para discutir projetos “para construir as pontes para o futuro de Cajazeiras?

Que mal se poderia ter em um cidadão que votou contra o atual gestor possa contribuir com idéias, conhecimentos e projetos no sentindo de erguer pontes, construir elos, colocar vírgulas, complementar informações e aplaudir o certo?

Felizmente as notícias sobre Cajazeiras são alvissareiras, muito embora sejam muitas ainda as aves de agouro, mas já em setembro o governo do estado procederá à licitação do IML, pois os projetos complementares estão sendo concluídos; as obras físicas do Teatro Ica estão prontas e os acessórios já foram comprados, dentre eles a “caixa cênica” vai ser instalada e possivelmente até o final do mês de novembro será inaugurado; a iluminação do aeroporto está concluída e aguarda-se apenas a homologação por parte da ANAC e os cursos da Escola Técnica Estadual, que formam profissionais para o mercado de trabalho, estão em pleno funcionamento.

O governo do estado constrói as suas pontes em Cajazeiras e o município, que vinha numa situação de extrema pobreza de recursos federais, com a regularidade das obrigações de adimplência junto à Secretaria do Tesouro Nacional, agora sim, vai encher seus cofres de dinheiro para tocar os muitos projetos das grandes obras, principalmente às relacionadas às construções das grandes pontes rumo ao futuro.

Projeta-se a instalação de um museu, grande sonho desta gleba, que se diz ser a “terra da cultura”, mas que não se preocupava em ter sequer um “espaço” para demonstrar, provar e comprovar esta materialidade. A preservação dos bens da cultura de um povo, dos seus costumes, do seu cotidiano se faz necessário, porque só através destes é que podemos construir a nossa identidade e retratar a nossa história.

Infelizmente grande parte do nosso acervo, da nossa herança cultural perdeu-se, tanto pelas intempéries quanto pelo abandono, pelo descuido e muito mais ainda pela falta de conhecimento de seus valores. Cito apenas um exemplo: por onde anda o altar da Igrejinha de Nossa Senhora da Piedade, mandado construir por Mãe Aninha, por um artífice vindo de Pernambuco, cujo pagamento foi em troca de todas as suas cabeças de gado? Por este gesto, Mãe Aninha foi duramente criticada, mas a seca do ano seguinte dizimou todo o gado que havia trocado pelo serviço do altar e aí Ela dizia: “se não tenho feito o negócio, nem gado, nem altar”.

Sou um crente: vejo em todas estas conquistas “milagres do Padre Rolim”, que foi o maior construtor das pontes que levaram a nossa cidade rumo ao futuro.

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