Cajazeiras poderá perder o novo Hospital Universitário?


O equipamento de saúde que poderia tornar a cidade de Cajazeiras como o terceiro pólo de saúde do estado, o novo Hospital Universitário com 200 leitos, com um investimento na ordem de 168 milhões de reais, está ameaçado de não ser mais construído ou ter seu inicio adiado ad perpetuam.

As lideranças políticas do município e os nossos representantes na Assembléia Legislativa do Estado, além dos deputados federais e senadores, votados em nosso município, poderiam se irmanar nesta luta, tendo em vista, já que o governo divulga que as áreas de saúde e educação não seriam atingidas pela crise financeira e econômica que atravessa o país.

Reuniões, viagens, debates e encontros já foram realizados nas cidades de Cajazeiras, Brasília e Campina Grande entre os diversos entes federativos e em especial com a Ebserh – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, responsável direta pelo projeto, com o objetivo de tornar viável e concreto a construção desta unidade de saúde. Já houve uma liberação na ordem de 5 milhões de reais para a elaboração do projeto executivo.

Cajazeiras e suas lideranças precisam entender a magnitude desta obra não só para nossa cidade, mas para toda a região sertaneja e que uma das suas principais funções será também a de servir como hospital escola para os 550 alunos dos cursos de medicina e enfermagem da UFCG, Campus de Cajazeiras.

Vale salientar que os recursos são do Programa “Mais Médicos” e existe uma previsão de se construir sete hospitais universitários no Brasil, principalmente em localidades aonde o governo federal criou novas escolas de medicina e se criou terá como obrigação de dar condições plenas para o exercício dos estágios.

Em Cajazeiras já foi definido o local de sua construção, que será no Campus Universitário, em uma área com 25 hectares, o que equivale no nosso linguajar a 82 tarefas de terra.

Vale salientar ainda que este hospital vai ser dotado de serviços de média e alta complexidade e que iria acabar de uma vez por todas com a história de “que o melhor médico é uma ambulância com destino a Campina Grande ou João Pessoa”.

A universidade está com novo reitor, o professor Vicemário Simões, conhecedor profundo dos anseios de Cajazeiras e vamos aguardar como será seu posicionamento e a sua disposição de lutar ao lado de Cajazeiras na construção deste hospital. Necessário se faz uma reunião das lideranças da cidade com o mesmo para sentirmos o grau de seu desejo de abraçar esta nossa causa, já que em seu discurso de posse cobrou do ministro da Educação a sua retomada.

Cajazeiras precisa ficar vigilante e atenta.

UFCG tem novo reitor –  Tomou posse na manhã desta terça-feira, dia 21, em Brasília, o professor Vicemário Simões, como reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), ao lado do professor Camilo Farias como vice-reitor nos próximos quatro anos.

Vicemário Simões, em seu discurso, solicitou ao ministro da Educação, Mendonça Filho, e disse ser “imperativo que o MEC busque as condições para retomar o processo de construção do hospital universitário de Cajazeiras,  visando a formação de novos profissionais, e lembrou que recursos consideráveis já foram investidos na confecção do projeto executivo”.

1 Comment

  1. Avatar
    Roberval Moreira
    01/03/2017

    E nisso que os políticos de Cajazeiras deveriam estar se preocupando com a construção desse Hospital que ira resolver definitivamente as mazelas da saúde do alto sertão, a imprensa de Cajazeiras que o quarto poder depois do executivo legislativo e judiciário tem papel fundamental nessa luta, esta faltando união da classe política nessa causa, aqui em Macapá a universidade esta construindo o seu HU e que o projeto daqui foi muito mas recente do que o de Cajazeiras o curso de medicina na universidade federal daqui e bem mais recente, mas os políticos daqui se uniram nessa luta e conseguiram a construção do HU daqui já dois meses que começou a construção do mesmo mesmo em tempo de crise econômica.

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