Bruno Blindado avisa rival de estreia no UFC: “Temos plano para desligar ele”


BRUNO BLINDADO NOCAUTEOU ALEXANDER SHLEMENKO NO M-1 GLOBAL / FOTO: DIVULGAÇÃO

Contratado pelo Ultimate no fim de abril, o ex-campeão peso-médio do evento russo M-1Global, o cajazeirado Bruno Blindado, faz a sua estreia na organização no dia 22 de junho, no UFC Greeville, contra Deron Winn, que está invicto em cinco lutas. O brasileiro possui cartel de 19 triunfos e seis derrotas e mostrou empolgação para sua primeira vez no octógono. Segundo ele, a estratégia passa por liquidar rapidamente a fatura.

– Eu não gosto muito de ficar olhando adversário, estudando. Mas vi uma ou duas lutas dele, sei que é uma luta chata pra caramba, é aquele cara do wrestling, são os caras mais chatos de ver lutar, só agarra, agarra, agarra. Mas ele é um cara que coloca a mão e tenta botar para o chão. Ele é parceiro de treinos do Cormier. Vai ser uma luta boa, a gente já tem umas armas para ele, estamos montando uma estratégia e temos um plano para desligar ele. A meta é a mesma: a gente não luta para pontuar, luta para acabar com a luta. É matar ou morrer – afirmou, ao Combate.com.

Blindado vem de quatro vitórias seguidas, sendo as três mais recentes na Rússia. Na última, ele encerrou a invencibilidade de Artem Frolov ao nocautear no quarto assalto e despertou o interesse do Ultimate. A notícia da contratação chegou com direito a surpresa de seus companheiros na academia Evolução Thai.

– É engraçado que eu já sonhava lutar no UFC, mas o que eu mais sonhava era com a notícia de ser contratado. Com o evento em si, fico feliz, mas o M-1 Global também era muito grande, não tinha tanta diferença. Engraçado que faz tempo que tem o namoro meu com o UFC, desde a época do TUF, depois em uma luta que perdi no Líbano, em 2016. Até então ia defender meu cinturão na Rússia no dia 7 de junho. Numa terça-feira, não lembro a data, o M-1 mandou uma mensagem falando que ia cancelar o evento. No mesmo dia, de manhã, o UFC mandou um convite para o meu empresário, mas meu empresário não aceitou porque eu ia defender o cinturão na Rússia e depois ia para o UFC. No mesmo dia, como a luta caiu na Rússia, meu empresário foi atrás do Mick (Maynard, matchmaker do UFC) e negociaram. Não me falaram nada. Na quinta-feira fui treinar, todo mundo calado, sabendo, só eu não sabia, aí me deram a notícia. Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida: receber a notícia de que estava no UFC. Vou guardar esse dia para o resto da minha vida. Foi dia 26 de abril e foi incrível.

– Quando a notícia veio, meu empresário me falou e, com 30 minutos, já tinha um monte de Instagram me marcando, sites, da luta fechada contra o Deron Winn. Já veio o contrato com a luta fechada. Já negociamos valores e assinei por quatro lutas. Cheguei com um valor um pouco melhor do que quando inicia. Se eu defendesse o cinturão, ia ganhar melhor, mas, como não defendi, consegui entrar mesmo assim com um valor bem melhor do que os caras que estão começando – concluiu.

COM INFORMAÇÕES DO SPORTV

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