Big Boy

A COLUNA DE EDUARDO PEREIRA

Toda vez que ia a Cajazeiras eu visitava Big Boy. Era de lei. Foi uma das figuras mais cativantes da cidade.

Refinado na narrativa das histórias sobre o cotidiano e as figuras de Cajazeiras, políticas ou não, nos provocava risos em demasia. Descrevia detalhes que nos fazia crer que se fosse cronista, seria exímio, se fosse cineasta seria um construtor de cenas humorísticas inesquecíveis, se fosse um stand up lotaria auditórios.

Se distinguiu como um grande comunicador de rádio nos quatro cantos do campo. O instrumento de música bateria era tanta a sua paixão que criou seu próprio conjunto musical com muito sucesso na região.

Foi acima de tudo um apaixonado por Cajazeiras e sua gente. Lógico que tem um montão de gente que também é apaixonada por Cajazeiras e sua gente, mas ele inverteu os papeis por Cajazeiras amá-lo.

Tive a honra de recebê-lo em minha casa aqui em Brasília, e, como de praxe, fez todo mundo rir intensamente. Como também fui recepcionado por ele em sua residência há alguns anos em almoço inesquecível com amigos que fizeram parte de sua vida desde criança, como Carlão, conhecido em Cajazeiras inteira como Carlos Doido, e os saudosos Laivoisier e Fassis.

Fomos colegas de classe quando fizemos a quarta série primária, ou teria sido a terceira, no Grupo Dom Moisés Coelho.

“I am the Big Boy!”. Era assim que o disc jockey Big Boy – Newton Alvarenga Duarte -, da Rádio Mundial do Rio de Janeiro, se expressava a todos pulmões na década de setenta e ressoava em Cajazeiras. Acredito ser daí a denominação de Big Boy nosso queridíssimo Olivan Pereira.

Olivan Pereira, o Big Boy, nos deixou. Mas continua em nossas mentes.

Toca bateria para esse pessoal aí de cima, Big, que nossos corações daqui da Terra ouvirão!

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *