Atlético de Cajazeiras mira a decisão do Campeonato Paraibano após bater na trave em 2017 e 2019

TATYANA
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AM3 – 250×250

O Atlético de Cajazeiras é o líder geral do Campeonato Paraibano. O time, junto com o Botafogo-PB, que ainda tem um jogo a menos, são os únicos invictos no estadual até aqui. A campanha da equipe comandada pelo técnico Éderson Araújo já empolga os torcedores do Trovão Azul, que esperam sair da fila para voltar a disputar uma final de 1ª divisão, algo que não acontece desde 2007. Vale ressaltar que a equipe sertaneja, sob o comando do próprio treinador, bateu na trave nos anos de 2017 e 2019.

Com o primeiro turno completado na fase de grupos, o Atlético de Cajazeiras lidera o Grupo A, com 13 pontos, sendo quatro vitórias e um empate, um aproveitamento de 86,7%. Além disso, o Trovão é o dono do melhor ataque do Campeonato Paraibano, balançando as redes adversárias em 10 oportunidades. O time também é o dono da melhor defesa, tendo sofrido apenas dois tentos em 2020 até aqui.

Pré-temporada bem feita, iniciada antes de todos os outros nove times que estão na disputa do Campeonato Paraibano. Os atleticanos tiveram parte da preparação sendo realizada em São Paulo, mas seguiu para Cajazeiras para concluir o processo. Na disputa oficial, o desempenho tem sido satisfatório.

Os protagonistas do ótimo momento ofensivo formam justamente o ataque titular. Éder Paulista e Paulinho são responsáveis por marcarem três vezes cada. Ou seja, dos 10 gols do Trovão Azul na temporada, 60% foram somente dos principais atacantes da equipe.

Além dos atacantes, o Atlético-PB conta com jogadores muito experientes, casos do lateral-esquerdo Jackinha, do volante Ferrreira e dos meias Marcinho e Gabriel Mendes, que seguiram na equipe do ano passado para cá.

Apesar do grande momento no ataque, não há como negar, é Ederson Araújo quem mais se destaca por mais uma boa campanha azulina no Paraibano. O jovem treinador de 38 anos é natural de Guarulhos, no estado de São Paulo, e já acumula algumas temporadas no time do Sertão paraibano, com direito a classificação e também a saída polêmica.

Em 2017, ano em que o formato do Campeonato Paraibano foi bem diferente do atual, com os 10 times se enfrentando em pontos corridos, ida e volta, e os quatro primeiros se classificavam para as semifinais, Éderson comandou os atleticanos em 16 das 18 rodadas da fase de grupos. Na época, a equipe brigava pela classificação, mas, como perdeu o confronto direto com o Auto Esporte, na antepenúltima rodada, deixando o G-4, acabou sendo demitido. A saída foi polêmica.

Sem Éderson, o Trovão conseguiu a reabilitação nas duas rodadas decisivas, terminando a primeira fase em quarto. Na semifinal, o Atlético-PB encarou o Botafogo-PB e perdeu tanto em Cajazeiras, por 3 a 0, quanto em João Pessoa, pelo placar de 1 a 0.

No ano seguinte, o Atlético-PB apostou em Índio Ferreira como treinador e acabou protagonizando uma campanha bem abaixo do esperado. Afinal, diferentemente de 2017, o Trovão brigou contra o rebaixamento num Campeonato Paraibano que já possuía um formato diferente. Na ocasião, o time terminou tendo que disputar um quadrangular do descenso, conseguindo sobreviver quando Éderson aceitou retornar ao clube, sendo mantido para a temporada seguinte.

Aí chegou 2019, num Campeonato Paraibano com o formato idêntico ao atual. O Atlético-PB conseguiu protagonizar uma grande primeira fase, terminando na primeira colocação do Grupo B, deixando o Campinense em segundo. No entanto, na semifinal, o Trovão Azul do Sertão bateu novamente na trave, empatando em 1 a 1 com a Raposa nos dois confrontos de mata-mata, caindo nas penalidades. A frustração foi grande, mas o time manteve alguns jogadores do elenco, além do treinador, e é justamente com essa boa base que o clube pretende repetir o feito do ano passado; e mais: quer se classificar de forma antecipada e, enfim, passar para a grande decisão, algo que não acontece desde 2007, há 13 anos; faz tempo!

A última vez do Trovão na final do Campeonato Paraibano

Campeão paraibano em 2002, reconhecido pela Federação Paraibana de Futebol (FPF), o Atlético de Cajazeiras teve outras duas chances para faturar o bi. A primeira foi logo em 2003, mas foi o Botafogo-PB quem ergueu a taça. A outra oportunidade foi em 2007, quando o Trovão encarou o Nacional de Patos numa final sertaneja.

Naquela ocasião, o Campeonato Paraibano era realizado de forma diferente, em bem mais datas, com finais de turnos. O primeiro, inclusive, foi vencido pelo Naça, que derrotou o Sousa nas decisões. Já o segundo teve o Atlético-PB como vencedor, batendo o Treze nas finalíssimas, isso devido a uma campanha superior à do Galo, já que os dois jogos terminaram em 2 a 1, a ida em favor do Alvinegro, enquanto a volta foi do Trovão.

Aquela equipe atleticana era comandada por Reginaldo Sousa, que dois anos depois seria campeão estadual pelo Sousa, e contava com nomes como o goleiro Bel, o zagueiro Welson e os atacantes Lanzinho e Júnior Mineiro.

O jogo de ida foi vencido pelo Atlético de Cajazeiras pelo placar de 2 a 1, no Estádio Perpetão. No entanto, a volta, no José Cavalcanti, foi toda do Nacional de Patos, que fez 3 a 0 e se consagrou campeão paraibano.

Mais de 10 anos mais tarde

Treze anos depois, a torcida atleticana volta a ficar confiante, o Atlético-PB cumpre o seu papel, é eficiente, entra em campo, joga bem e vence os seus jogos. Mas, para conseguir chegar aos confrontos finais, o time não vai ter vida fácil. Afinal, está no Grupo A, considerado o mais difícil, que também conta com Botafogo-PB, Treze, Perilima e Sport Lagoa Seca. A primeira missão está sendo cumprida com êxito, pois o Trovão está no G-2, é líder, mas pode ser ultrapassado pelo Belo, que ainda tem um jogo para cumprir.

Contudo, se realmente passar de fase, como prevê o regulamento, a semifinal é feita dentro do grupo, ou seja, as chances de enfrentar Botafogo-PB ou Treze são enormes. Um degrau bem mais acima que as partidas que tem feito contra a Chave B.

A missão é bem árdua, mas ainda restam cinco partidas de returno para a consumação da vaga. O resto é problema para Éderson e seus comandados pensarem depois.

COM INFORMAÇÕES DO GLOBO ESPORTE
ELIANE BANDEIRA

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