As profanações à nossa porta

A COLUNA DE SAULO PÉRICLES BROCOS PIRES FERREIRA

O velho político Pedro Aleixo, que foi o vice-presidente no governo Costa e Silva, tinha uma frase famosa: “o problema não é a arbitrariedade dos generais de Brasilia, mas a arbitrariedade do guarda da esquina”. Na semana passada, nos vimos, (no meu caso horrorizado), uma tal de Marcha das Vadias, no Rio de Janeiro, em que uns – vamos evitar o processo – respeitáveis cidadãos homoeróticos encapuzados, ficavam pisando sobre crucifixos, enquanto quebravam as imagens de Nossa Senhora das Graças e de Nossa Senhora Aparecida, enquanto uns babacas ficavam fazendo uma espécie de cordão de isolamento para que o ato de desrespeito tivesse êxito.

Então o que aconteceu e o que acontece: os nativos babacas resolvem imitar aquela baixaria e invadiram nossa Igreja Matriz e destruíram o crucifixo que ladeava o altar. Eu, que sempre defendi que o respeito começa por nós, vejo que o respeito, principalmente para com a coisa errada, a consequência inevitável é o abuso (a fé de cada um deve e tem de ser respeitada e foi vilipendiada lá e cá).

Quando existia a Secretaria de Direitos das Mulheres, Gays e LGBT funcionando onde hoje fica a SCtrans, o resultado foi aquela cena ridícula e deprimente do “É pequena!”: sexo explícito gay no centro da cidade, que até hoje nos causa vergonha e nós de Cajazeiras somos motivo de gozação até hoje. Semanas atrás eu fui perguntado de onde era, e o meu interlocutor me lembrou o episódio, minha vontade foi de abrir um buraco no chão para que eu desaparecesse.

Há quarenta anos me perguntaram se eu era da terra em que os (vamos escrever o politicamente correto) homoeróticos matavam seus parceiros com paralelepípedos, recordando o caso de Otacílio e Francinaldo, em que já naquela época me enchia de vergonha. Mas era porque a gente achava bonito aqueles respeitáveis cidadãos serem protagonistas das festas do Tênis daquela época.

Vamos ter respeito para quem? Para quem não nos respeita, isso não é uma questão de moral, de ética nem nada, o nome certo é safadeza. Até quando vamos ser envergonhados, até quando a gente vai ser obrigado a respeitar quem não nos respeita?? Por que fazem leis para proteger quem faz isso e não fazemos leis para nos proteger? Equivale a dar a um assassino licença para matar. Se nós protegemos os abusadores, na certa seremos abusados.

Na década de 30, um elemento ligado às esquerdas incendiou o parlamento alemão. A consequência disso foi a chegada dos nazistas ao poder e a Segunda Guerra Mundial.São atos como esse, a Marcha das Vadias, a facada em Bolsonaro, quem vai, se é que não já foi, pavimentar a vitória da Direita em nosso país.

Quando o então deputado dizia que nós devemos defender os direitos das maiorias, era ridicularizado; hoje estamos vendo, e tem uma enorme probabilidade de vermos, a chegada da extrema-direita no nosso país, e por culpa exclusiva dos erros da esquerda, que parece que enlouqueceu, vendo que “vai ter que deixar de lamber a rapadura”.

Não sou a favor da extrema direita, mas a esquerda idiota me dá nojo e no caso específico do sucedido na Matriz, me causa ódio e indignação. O problema não é o barulho dos maus, mas o silêncio dos bons; o meu, se é que tem preço, está na casa do bilhão de dólares. Tem que haver um limite, e os desses que se escondem atrás dos direitos humanos dos safados, devem ser coibidos. Até agora ficamos de braços cruzados.

No caso do pastor da Igreja Universal que chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, o Bispo Edir Macedo, veio a público se desculpar pelo comportamento de seu pastor (naturalmente quando viu os contribuições caírem em, dizem, 30%). Já passa da hora de a esquerda fazer seu mea culpa, até em Cajazeiras… Estou indignado!!

P.S. 1- Dedico essas parcas e mal traçadas linhas a Jesus Moreira, um grande companheiro, entre ouras coisas de cervejadas, com que tive a satisfação de praticar a “boa tavolagem “. Que tenha o bom lugar que ele fez por merecer.

P. S. 2 – Tive dois momentos de satisfação essa semana: o reconhecimento de Cônego Gervásio Fernandes sobre eu reconhecer o serviço de minha avó, e a família de Romualdo Rolim, que se disse sensibilizada com a minha homenagem. Não mereço, mas agradeço.

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