As formas de fazer política em nossa cidade – acertos e equívocos

A COLUNA DE SAULO PÉRICLES BROCOS PIRES FERREIRA

Quando da última missa e procissão de Corpus Christi na Catedral Diocesana, durante toda a missa, quem estava na primeira fila nessa cerimonia, de camisa branca, era o nosso Prefeito Municipal José Aldemir Meireles, absolutamente só. No começo da procissão ele acompanhou bem ao lado de nosso Bispo, Francisco de Sales, quase como que, e se pudesse, carregando o ostensório leva o Santíssimo Sacramento que somente pode fazer esse trajeto na posse do nosso Bispo. Não tenho nenhuma razão para duvidar da fé de nosso primeiro mandatário, mas indubitavelmente existia nessa cena, uma mensagem para mim, óbvia: Eu sou o seu prefeito e na próxima eleição se lembrem de mim, um gesto tipicamente político, mas muito importante para a cidade e Diocese, já que é a única vez no ano, que o mesmo deixa a Igreja em procissão. Ele durante quase todo o trajeto dessa procissão ficou ao lado do santíssimo, E outra coisa que me chamou a atenção, era que nenhum membro da oposição aparecia nenhum lugar que pudesse ser visto, assim como que “desprezando” tal evento, o que coloca os oposicionistas como pessoas de pouca fé, e mais do que isso, o povo não fica sabendo quem são os oposicionistas, e nosso prefeito (com ou sem fé verdadeira), que sabe muito bem se apresentar e se destacar em tal evento, não promovido por ele, tira seu proveito político.

Cada um tem seu modo de “aparecer” politicamente perante seus concidadãos; Dr. Epitácio, quando começava a se aproximarem as eleições em que ele era candidato, ia a todos os botecos de periferia onde tinham aquelas sinucas, jogava algumas partidas, tomava algumas cervejas e se fazia presente perante o povo, outra atitude simpática; já Vituriano, visitava todas as casas de Cajazeiras, de aliados ou adversários, por veze4s em duas ocasiões a cada campanha. Cada político de nossa cidade tem seu estilo; Jos’;e Aldemir, tem o seu.

Outro líder de muito carisma, talvez o mais carismático de todos esses citados e outros, Carlos Antônio, era o contrário, ficava se escondendo do povo, e somente nas eleições aparecia, mas seu carisma era tanto que compensava essas ausências. Mas muito provavelmente ele, a não ser que consiga se livrar do cipoal de processos que (dizem), são movidos contra ele, a chance de ele conseguir ser candidato é remota.

Chico Rolim, prefeito por suas vezes de nossa cidade, Tinha as idas ao maranhão tomar conta de seus negócios na Capital Maranhense, quando de volta, dizia que além do Maranhão, esteve no eixo João Pessoa-Brasília, isso tanto que minha mãe perguntava em seu programa se esse eixo não estava para se quebrar, de tanto que era utilizado, pois segundo ela o desgaste era grande. Enquanto isso, o prefeito de fato de cajazeiras era Marcos Pereira; sempre houve e continua havendo a famosa “Corte mirim”, dos privilegiados de plantão.

Pronto, esboçamos um resumo das nossas atitudes políticas, cada político te seu jeito de fazer política e o atual, não foge à regra, e em se tendo sua forma de se fazer política, pode funcionar.

Agora o que vemos em nossa cidade, em termos de oposição, é que não se tem notícia nem de quem possa ser o candidato, ou seja, não existe candidato posto para o próximo pleito, somente especulações, conjecturas, aí, não temo em afirmar que a preço de hoje, José Aldemir está nadando de braçada rumo à sua reeleição.

Leo Abreu, para derrotar o grupo de Carlos Antônio, foi candidato desde que o pai perdeu a eleição, quase oito anos para ser vitorioso nas urnas, e ainda com, digamos, ajuda do outro lado, (candidato sem histórico na política, sem ter contato com o povo, e principalmente não gostar de política – estou falando de um amigo dileto- Marinho Messias, Leo fez campanha e arrumou os indispensáveis aliados durante quase oito longos anos, hoje, a oposição dispõe de apenas dois anos para colocar uma candidatura que tenha condição de competir com o prefeito atual.

Cajazeiras, como o próprio Brasil, está muito dividida, mas temos que nos lembrar que no último pleito, José Aldemir derrotou a Prefeitura e o Estado, e ele na minha opinião, apesar de não ter o carisma de outros que passaram pela prefeitura, tem o cargo, e uma enorme capacidade de trabalhar, ainda tendo em vista sua idade relativamente avançada, e sua saúde de cardiopata (pelo menos ele, como safenado, era).

Senão pelo menos por mais quatro anos, a atual oposição vai ter que amargar as consequências dos que por falhas incompreensíveis e contra todas as expectativas, quase como se quisessem,  foram derrotados no último pleito municipal.

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