Ao amigo-irmão Júnior Araújo

POR FABIANO GOMES

POR FABIANO GOMES

TATYANA
AM3 – 250×250

[dropcap style=’box’]N[/dropcap]ão temos o mesmo sangue.

Mas a vida nos tornou irmãos.

Um muito querido, amado.

Porque escolhido.

Porque forjado numa irmandade construída pelo amor, pela parceria, pela generosidade, pela identificação.

E somos muito parecidos mesmo…

Inclusive nos defeitos.

Somos, por exemplo, muito orgulhosos.

Hoje, porém, a saudade venceu o orgulho.

E me dobrei.

Na mensagem que enviei a Júnior Araújo – não ao deputado, mas ao irmão Júnior -, debulhei o coração.

O pedido de perdão veio fácil.

Porque o arrependimento pelas brigas e ataques estavam aqui, congestionando meu peito.

Por que a gente magoa os que mais queremos bem?

Sem perceber que compartilham da mesma dor. Experimentam da mesma mágoa.

Se algo serve de atenuante, seria o penoso enfrentamento do pior momento da minha vida.

Um homem, as vezes, não consegue lidar com a própria dor.

Pior pra mim, que precisava tanto de seu abraço.

E essa era exatamente a medida que me separava de Júnior – a distância de um abraço.

Nossa desavença não provocou danos apenas entre nós.

Nosso entorno sofreu junto.

Minha mãe escolhida, Denise, foi até os pés do Padre Cícero pedir nossa reaproximação.

Para que essa irmandade sobrevivesse ao orgulho.

Sobreviveu. Pode pagar a promessa, madrinha!

Os irmãos se reencontraram.

E agora eu posso revelar o que realmente penso do meu irmão.

Posso demonstrar como estou envaidecido com sua performance na Assembleia Legislativa.

Eu sabia que você não seria mais um.

Que faria a diferença.

E faz!

Como um irmão generoso, recebeu meu perdão.

E a promessa de um abraço, já marcado para sexta.

Até lá, aqui mora a ansiedade para ter de volta o meu irmão.

ELIANE BANDEIRA

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.