Semana que passou, mais um amigo se foi… Sempre que se nos deixa algum amigo, reaquece-nos a memória afetiva que nos deixa aqueles que partiram… Apesar de não ser cajazeirense nato como, aliás, a mídia – impressa, radiofônica, internáutica ou televisiva – noticiou, Cristovam Tadeu não nasceu em nossa terra, mas com ela mantinha enormes laços afetivos, como me confidenciava sempre que eu o encontrava, liame este advindo de suas origens, uma vez que seus ancestrais – avós, pai e tios – viveram em Cajazeiras, nos anos 40 e boa parte dos anos 50. O casal de avós – seu Neco Vieira (Manuel Gomes Viera) e dona Miminha (Maria G. Vieira) – sempre residiu, trabalhou e constituiu família, naqueles anos, residindo na Rua Siqueira Campos, uma via marcada pela minha infância/adolescência, uma vez que me servia de rota e caminho, saindo da Rua 13 de Maio, em busca do centro da cidade. (Ainda escrevo uma Coluna, recordando-me daqueles que ali residiam e que vivem a perambular pelos meus pensamentos, teimando em não os esquecer.)

Voltando ao assunto, o casal acima referido eram os pais de Esmeraldo Gomes Vieira, pai de Cristovam, aquele sim, cajazeirense da gema e, como eu, um apaixonado pela nossa terra. Toda a família rumou para a Capital do Estado, ainda nos anos 50, mais precisamente em 1956, vindo residir na Rua Miguel Santa Cruz, no bairro da Torre (Torrelândia, naquela época). Esmeraldo exerceu funções burocráticas junto ao antigo Banco do Estado da Paraíba/BEP, que depois se transformaria no Paraiban, antes de fechar suas portas.

Foi a memória do amigo, ex-seminarista, Esmeraldo que me fez aproximar de Cristovam, mesmo antes da “fama” deste, como artista multimídia, na verdadeira acepção da palavra, como ele o foi: jornalista graduado, ele fez cinema, televisão, teatro, rádio, além de ter sido excelente e reconhecido quadrinista e chargista em periódicos da Capital. Na televisão, por exemplo, chegou a contracenar em programas de audiência nacional, ao lado de reconhecidas estrelas de vários canais televisivos.

Era um imitador sublimado, sendo admirado até por aqueles que ele buscava representar/dublar: Ariano Suassuna, Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Chico Anísio, Tom Cavalcanti, Shaolin e até Lula. Cristovam era, portanto, um artista multimídia, como já disse e como é dito mundo afora. Nasceu, conforma família me informou, na Maternidade São Vicente de Paula, no ano de 1962.

Nossas condolências vão estendidas a todos os seus familiares, incluindo, aí, evidentemente, os seus irmãos: Esmeraldo Gomes Vieira Filho, Catarina, Lúcio e Cármen Lúcia, mas, especialmente à sua filha Luana, com quem ele residia. Não vou me esquecer nunca do pai (Esmeraldo) e do filho (Cristovam Tadeu). Que os astros os façam reencontrar-se no além-vida!

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Na foto, Cristovam Tadeu, no seu laboratório criativo.

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