Algumas obras estruturantes que faltam

A COLUNA DE SAULO PÉRICLES BROCOS PIRES FERREIRA

FOTO ILUSTRATIVA

Nossa cidade de Cajazeiras está crescendo; não seria “crescer” o termo exato parta designar o que está acontecendo com a nossa, bem como outras cidades de porte semelhante, e até de menor porte, poderíamos dizer que Cajazeiras está ficando mais, digamos, complexa. Quem viveu nas décadas de 50/60, podia testemunhar, quando viesse estar nas imediações do que hoje se conhece como Praça das Oiticicas, havia um interminável enfileiramento enorme de cavalos, burros e carroças que eram amarrados àquelas árvores. Outra coisa era a quantidade de pedestres que vinham de suas moradias na Zona Rural, muitas vezes distante léguas da sede da cidade. Os tempos eram outros, e os transportes também. Os considerados “ricos” da cidade tinham seus carros, ou automóveis para se deslocar e passear, enquanto os menos agraciados com a fortuna, se viravam como podiam, e até com certas vantagens por vezes; o beradeiro dono do cavalo enchia a cara na feira, montava no animal, botava as rédeas sinalizando o caminho de casa, e o animal que já conhecia o a estrada, levava o dono desacordado de volta. Alguns casos fazem parte do nosso folclore de nossas feiras do sábado, daqueles tempos de outrora.

Hoje existem transportes das mais diversas formas, todos automotivos: os ônibus, as vans, os carros particulares, e um número incrível de motos, todos esses, trafegando nossas artérias centrais, que foram projetadas no começo do Século XIX, para a largura de uma ou duas carroças. A própria Rua padre Rolim, antes chamada de “Rua Grande”, há muito foi superada por avenidas em pista dupla, com por vezes o dobro de sua largura.

Outrora, quando haviam uma dúzia se tanto de automóveis circulando em nossa cidade, esse espaço está sendo ocupado por milhares de veículos, que já nos dias de hoje, fazem de cajazeiras uma cidade com tráfego congestionado, que eu quando de minha infância e juventude, somente via nas grandes capitais (a Av. Epitácio Pessoa eu conheci calçada de paralelepípedos, e com pouco tráfego, hoje é congestionada até tarde da noite).

Mas voltando à nossa cajazeiras. Como não se pode mudar os alinhamentos a ir abrindo as suas ruas centrais a esmo, mesmo porque é um atentado a nosso patrimônio histórico, nossa cidade urge de que sejam construídas pelo menos duas vias Perimetrais, essas em sentido norte-sul, uma a leste da cidade, e outra a oeste, como já existem muitas, e somente para dar um exemplo, a Av. Perimetral de Fortaleza, que circunda a Capital Cearense, e que hoje nem mais perimetral é, pois a cidade já chegou nela e já a ultrapassou em muito o antes chamado perímetro da cidade.

Agora, se vem ventilando a construção de tais vias, desde que eu vim a morar aqui no início dos anos 80, já se divulgavam projetos dessas duas vias, que nunca saíram, ou, como eu posso dizer, nem sequer chegaram ao papel.

Isto porque não existe nada que pareça um planejamento de longo prazo em termos de urbanização, pois aqui, assim como em muitas cidades de porte semelhante, se governa pensando nos próximos quatro anos, e as verbas que precisariam de tempo para que viabilizar um projeto como esse, necessita de mais de uma década para do projeto vir a se concretizar como obra acabada, e o governante que fez o projeto não est;a mais no poder, então até mesmo por uma questão de comodidade, se vão tocando obras menores, que serão inauguradas dentro do, ou em caso de reeleição dos mandatos dos governantes , que com seres políticos que são, resistem à ideia de “enfeitar noiva para o outro se casar”. Eu até estranho o fato de Ricardo Coutinho ter continuado a obra do Aeroporto regional de Cajazeiras, começada no último governo Maranhão…

Assim, o resultado vai sendo o seguinte: muitas pequenas obras, tipo calçamento de rua, reforma ou construção de praças, de postos de saúde, e as grandes obras estruturantes ficando para depois.

E tem uma coisa: Patos somente cresceu quando a adutora de Coremas foi abastecer a Morada do Sol, e aqui, mais cedo ou mais tarde, a transposição virá, e nossa cidade, assim como nossa coirmã Sousa, terá segurança hídrica para acolher uma centena de pessoas cada. Aí, as obras estruturantes vão fazer falta, e muita.

De qualquer forma chegaremos lá, aonde eu não sei, e provavelmente nem vou estar vivo quando dessa chegada dos novos tempos.

Fico.

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