Ação já arrecadou R$ 1 mi para cirurgia de bebê sergipano

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O apelo de celebridades colocou em evidência a história de Marina Calasans do Nascimento, um bebê de Sergipe com oito meses de vida, que precisa de um transplante de intestino para sobreviver. Como a cirurgia não é realizada no Brasil, o procedimento precisaria ser feito nos Estados Unidos, com custo de cerca de R$ 2 milhões. “Temos conhecimento de que a última cirurgia no País foi feita há 10 anos e a criança não resistiu”, explica Luiza Stella Correia Ferreira, mãe de Marina. A “corrente do bem”, como a campanha ficou conhecida, já arrecadou R$ 1,1 milhão até esta segunda-feira.

Luiza conta que começou a agir de maneira despretensiosa, pedindo a ajuda dos artistas por meio do Instagram. “Queria que eles me auxiliassem, mas nunca imaginei que tomaria essa proporção e que o caso da minha filha ficasse conhecido. Não era isso que eu estava esperando”, afirma. A campanha para arrecadar doações tem gerado ampla comoção e ganhou até mesmo uma hashtag: #ajudemarina.

Nos últimos seis dias, desde que a ação tomou as redes sociais, o número de seguidores do perfil aumentou consideravelmente e hoje já conta com mais de 95 mil fãs que apoiam a causa e acompanham o dia a dia da pequena Marina. Uma página no Facebook também foi criada para amparar a campanha.

Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Luciano Huck, Angélica, Gisele Bündchen, Bruna Marquezine, Tatá Werneck, Leandro Hassum e Isabella Fiorentino foram alguns dos artistas que compartilharam o caso.

Luiza conta que as dificuldades com a filha começaram antes de seu nascimento. Na 24ª semana de gestação, um exame confirmou que a mãe sofria de incompetência do colo uterino, o que a fez passar os últimos dois meses de gestação internada em uma posição que mantinha seus pés elevados. Na 32ª semana, Marina superou até mesmo a expectativa dos médicos e nasceu, ainda prematura, com 1,840 kg.

Após passar pela UTI neonatal e pela intermediária, Marina foi para casa com 19 dias. “Perfeita, saiu linda”, garantiu a mãe. A partir do 21º dia, o bebê apresentou cólicas e vômitos. O quadro piorou e conclusões imprecisas dos médicos adiaram o diagnóstico final, descoberto apenas um mês depois: enterocolite necrosante.

Com o intestino necrosado, a criança passou por três cirurgias até ser transferida para o hospital infantil Sabará, em São Paulo, em dezembro do ano passado. Luiza afirma que, apesar da qualidade dos médicos, os especialistas da casa não tinham experiência neste tipo de caso. A família encontrou na internet o profissional brasileiro que trabalha nos Estados Unidos e se interessou em ajudar. “Levei os exames em um encontro aqui em São Paulo e ele disse que realmente é caso de transplante”, conta.

Marina tem apenas 5 centímetros de intestino delgado e se alimenta por cateter ligado direto ao coração, o que lhe afeta o fígado e causa infecções. A alimentação acontece por sonda, pela qual recebe leite por gotejamento.

Para fazer o transplante em Pittsburgh, Marina precisa atingir 8 quilos Hoje ela está com quase 6 quilos. “Cada grama que ela ganha é uma luta”, afirma Luiza. A mãe está confiante na recuperação da filha. “Após dar a entrada com a papelada no hospital, há uma média de seis meses de espera pelo órgão. Sabemos dos riscos, mas, acima de tudo, acreditamos no melhor”, completa Luiza.

TERRA
ELIANE BANDEIRA

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