Cajazeiras ganha “locadora de mulher”


A abertura do Bar Brega e Chick, localizado na Rua Cel. Justino Bezerra, no centro de Cajazeiras, foi o assunto da semana nas emissoras de rádio, esquinas, botecos, filas, além dos blogs e portais da internet e da Câmara de Vereadores. Tudo porque a sua proprietária, a ex-religiosa Carla Simone Braga, mandou pintar em letras garrafais o seu principal produto: uma “locadora de mulher”, que consiste num cardápio com fotos e serviços oferecidos por acompanhantes do sexo feminino. O cliente escolhe, telefone para a garota, acerta o serviço e o preço e sai tranquilamente para onde lhe for conveniente.

O assunto rendeu e pegou fogo na Câmara Municipal, onde o vereador Moacir Menezes (DEM) levantou o debate contra a exploração da prostituição, no que foi acompanhado pelo vereador Severino Dantas (PT). Acalorados debates sucederam-se, principalmente pelo temor da prostituição infantil e do tráfico de drogas, duas realidades em Cajazeiras.

Vale lembrar o mais famoso cabaré de Cajazeiras, que funcionou durante as décadas de 40 e 50 do século XX, coladinho à parede do Cemitério Coração de Maria, sendo dali removido pelo prefeito Otacílio Jurema, a pedido de religiosos e da pura e casta sociedade local. As mariposas arribaram dali e foram pousar e faser ninho na Palha, onde hoje fica localizado o Bairro São Francisco, a famosa Asa Sul de Cajazeiras.

Em seguida, reinou inconteste o Sete Candeeiros, famoso salão dos anos 1950 e 1960, onde sete lamparinas penduradas em armadores de redes iluminavam o salão, os seus frequentadores e anfitriãs. A matrona Lilia, a mulher que ensinou Cajazeiras a amar, instalou a sua Boate das Mangueiras por aquela época, estando ainda hoje em pleno funcionamento.

Atualmente, reina absoluta a Casa de Drinks Babado Novo, empresa regularizada e com anúncios em emissoras de rádio, revistas e jornais locais. Outros points também são encontrados por toda a cidade a até na zona rural, todos travestidos de inocentes bares. Por fim, vale registrar os inocentes contatos telefônicos com as centenas de jovens estudantes universitárias que por aqui aportam, dispostas e estudar e complementar o apertado orçamento estudantil.

Diante de tudo isso, fica a pergunta: a locadora de mulher é novidade ou apenas a continuação de uma velha tradição da cosmopolita Cajazeiras?

Mais informações no Diário do Sertão, Blog do Furão, Portal CZN, Paraíba.com.br, Iguatu Net e Uol.

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