A serenidade

A COLUNA DE RUI CÉSAR VASCONCELOS LEITÃO

O homem sereno cultiva seu estado de felicidade. Ele inspira confiança, acalma o ambiente em que vive e está sempre disposto a fazer o bem, é, sem dúvidas, um excelente companheiro. Na serenidade o ser humano encontra a paz de espírito, a mente permanece em harmonia com o coração.

Alcançar a serenidade não é nada fácil. É preciso, antes de tudo, aceitar a si mesmo, com seus defeitos e qualidades. Ter uma atitude realista em relação a tudo, na compreensão de que nem sempre vai poder modificar as coisas que lhe desagradam. Manter-se tranquilo diante das adversidades ou situações complicadas, exercitar a paciência.

A serenidade permite controlar ímpetos, livrar-se de emoções negativas como a irritação, o ódio, a inveja, etc. A pessoa serena não alimenta ambições desmedidas, não se deixa influenciar por energias nocivas, afasta-se do que considera prejudicial, nefasto, danoso, tem uma alma pura. A quietude nos oferece condições de melhor decidir os caminhos da vida, construir relacionamentos saudáveis, consolidar uma sensação de calmaria, sossego. Na serenidade nos tornamos capazes de anular hostilidades ou provocações beligerantes.

O homem sereno não dá poder a outro para praticar ações que estraguem o seu dia, o seu bom humor. Nada perturba sua paz, ainda que enfrente circunstancialmente tumultos e crises. Resiste às afrontas, aos ataques e as desfeitas porque, acima de tudo, está em sintonia com Deus.

Quando nos entregamos ao desespero e perdemos a serenidade, potencializamos as dores. Manter a serenidade no sofrimento que desanima, no infortúnio que maltrata, no desgosto que entristece, faz brotar ações que estimulam a dinâmica direcionada para o bem viver. Portanto, antes de adotar qualquer atitude movida por impulsos emocionais, devemos respirar fundo e buscar a serenidade da alma que nos levará a agir com sabedoria.

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