A posse na academia de artes e letras de Cajazeiras

A COLUNA DE RUI CÉSAR VASCONCELOS LEITÃO

Amanhã à noite, em Cajazeiras, terei a honra e o orgulho de assumir a cadeira de numero 11 da Academia de Artes e Letras de Cajazeiras, que tem como patrono o escritor e historiador Deusdedit Leitão, meu pai. Ainda que não tenha nascido na cidade fundada pelo Padre Rolim, ali vivi minha infância e era para onde viajava nas minhas férias enquanto adolescente. Portanto, sou um “cajazeirado”. Aprendi a amar Cajazeiras, através de meu pai.

Alcides Carneiro chegou a dizer num dos seus arroubos de oratória que “Cajazeiras é a cidade que ensinou a Paraiba a ler”. Claro, que em razão de lá ter sido instalado o primeiro colégio do interior paraibano, pelo Padre Rolim, em 1843. A vocação intelectual de Cajazeiras é explícita. Basta ver os nomes dos quarenta patronos da nova Academia para perceber o quanto ela é multicultural. A alegria se completa quando me vejo integrando um grupo de cajazeirenses que promove a difusão cultural da cidade, fazendo valer esse título de uma terra que produz cultura em todas as suas dimensões.

Receberei a medalha e o certificado de acadêmico da ACAL com o pensamento voltado para meu pai, como se a ele estivesse prestando a homenagem que ele fez por merecer na sua trajetória de vida. Minha irmã Rita de Cássia e meu cunhado Antônio Carlos Régis, representarão a família nesse evento de tanta importância para todos nós. Cumpre-me também registrar a satisfação de ter como madrinha na solenidade, Jacinta Almeida Leitão, casada com meu primo Francisco Deusdedit Leitão (doutor Detinho, como é conhecido em Cajazeiras), casal ao qual decidi tomar como padrinhos de minha filha caçula, Vanessa.

Espero honrar a grande oportunidade que me está sendo oferecida de ser sócio fundador da Academia de Artes e Letras de Cajazeiras, comprometendo-me a dignificar a cultura daquela cidade.

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *