A nossa geringonça

A COLUNA DE SAULO PÉRICLES BROCOS PIRES FERREIRA

POR PEPÉ PIRES FERREIRA

TATYANA
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[dropcap style=’box’]T[/dropcap]erminaram as eleições de Portugal, e o partido do Primeiro Ministro não conseguiu maioria absoluta. Então, no linguajar de nossos patrícios lusitanos, o vitorioso vai ter que fazer “uma geringonça”, que nada mais é que uma coalisão com outros partidos para ter governabilidade. Aqui, desde o tempo do ex-governador de Pernambuco, que morreu de acidente aéreo, Eduardo Campos, que tinha como mote de campanha “o presidencialismo de coalisão deve ser superado”, nos outros países, e a lista é longa, passando por Alemanha, Itália, Japão, Israel e por aí vai, a coalisão de partidos para garantir a governabilidade é uma situação comum, e muitos desses países, estão entre os mais desenvolvidos do mundo.

Aqui no nosso País Tropical, a Constituição de 1988 foi feita para que o sistema de governo fosse um parlamentarismo, apenas que no plebiscito que foi realizado para se escolher o sistema de governo, o presidencialismo venceu, mas deixou um parlamento muito fortalecido, e a coalisão de parlamentares é uma necessidade premente. Assim, quem quer que esteja na Presidência da República, nos ditos portugueses: Há de se fazer uma geringonça” para governar.

E de fato, quem conseguiu fazer esse acerto, com os parlamentares, no nosso caso, Fernando Henrique Cardoso e Lula, conseguiram levar a termo, terminar os seus respectivos governos, enquanto Collor e Dilma, que não tiveram essas habilidades, foram “impichados”.

O atual governante, pelo andar da carruagem, não parece gostar de fazer alianças, ou poderíamos dizer, fazendo uma analogia de mau gosto, acham que o Brasil pode ser regido como um seminário, ou mais do gosto do atual mandatário, de um quartel, enquanto o pais real é na verdade um prostíbulo e tem que ser administrado como tal.

Decerto,  desde o tempo em que Fernando Henrique “comprou” a reeleição, para quem não se lembra por obra e graça de seu amigo Serjão, e aconteceu aquele escândalo que ninguém mais se lembra dos deputados da região amazônica (um tal de Ronivon), foi sucedido pelo “Mensalão” e mais uma sucessão de escândalos que envolvem parlamentares e dinheiro para comprarem-se praticamente a “governabilidade”, tendo como lema o “É dando que se recebe”, que se São Francisco ressuscitasse, vendo como se emprega sua frase, certamente morreria novamente, desta vez por desgosto.

Noutros países, esses mais adiantados, os partidos que são poucos, seguem a linha do partido, mas o nosso, com mais de 35 partidos, não pode existir tantas correntes ideológicas para abrigar tantas legendas, é impossível haver alguma coerência nesse caldeirão malcheiroso.

Mas voltando para os dias atuais, nosso Presidente segundo eu soube, dorme com uma pistola em baixo do travesseiro, mesmo no Palácio Alvorada, que para se chegar à suíte Presidencial, se tem que passar por uma série de revistas; um dos lugares mais protegidos de nosso país. Então se pode chegar à uma conclusão: nosso Presidente se acha cercado de inimigos, agora até o partido que ele usou para se eleger, ele está em litígio. Assim, como uma pessoa que não consegue nem liderar seu partido, como vai fazer os acertos necessários para aprovar seus projetos?

Não me parece ser o rumo de FHC nem o de Lula, está mais pra um rumo tipo Collor ou Dilma.

Infelizmente escolhemos outro despreparado para nos governar.

Agora de uma coisa eu nunca duvidei o Brasil é um país grande e complexo.  a única coisa que podemos afirmar é que quem quiser definir o Brasil numa frase ou numa página estará cometendo um erro colossal nosso país é para profissionais: nem o Lulopetismo conseguiu transformar o Brasil numa grande cuba, nem esses ir caudilhos calhordas, por mais que tentem ou mintam, conseguir transformar essa nação tão controversa, em um Quarto Reich tropical.

P.S. Estou lendo aos poucos o livro que a Academia Cajazeirense de Artes e Letras editou com os trabalhos sobre os patronos/patronesses. Estou me surpreendendo positivamente, e ainda nem cheguei ao décimo homenageado. É uma grande viajem à nossa história de nossa Cajazeiras. Até o que aonde eu vi, recomendo.

ELIANE BANDEIRA

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