A mudança no comando da Matriz Nossa Senhora de Fátima


PADRE DIASSIS - COISAS DE CAJAZEIRAS
PADRE FRANCISCO DE ASSIS (FOTO: REPRODUÇÃO DA INTERNET)

Aconteceu na última segunda-feira, a posse do novo pároco de nossa Paróquia, a Matriz Nossa Senhora de Fátima, em que o Pe. Diassis, depois de quase onze anos à frente dessa Igreja, entregou para o novo vigário, o Pe. Antônio Neto.

Tenho uma longa história com essa Igreja, e vou começar por onde se deve começar, pelo começo.

Assim que eu nasci, lá pelo ano de 1956, e tinha poucos dias de vida, essa quase foi abreviada por um erro do HRC, que já naquela época, apesar de ser a referência na medicina na região, também cometia suas falhas, se postergando até hoje.

Diluíram uma injeção penicilina em morfina ao invés de água destilada, e os frascos estavam misturados. E eu primeiro fiquei todo roxo, e depois fui colocado no balão de oxigênio, para esperar a morte. Então para que eu não morresse pagão, meus pais foram às pressas pegar o Pe. Américo Maia, primeiro titular paróquia de Nossa Senhora de Fátima, que seria criada no ano subsequente, 1957 para me batizar.

Sobrevivi, não sei se por causa desse batismo precoce, mas vale o registro. Somente agora nas comemorações dos sessenta anos eu fiquei sabendo que Pe. Américo Maia foi o primeiro vigário de Matriz de Nossa Senhora de Fátima.

Depois vieram o Mons. Abdon Pereira, que era muitíssimo amigo de nossa família, e quando me entendi de gente, era o vigário da matriz, Pe. Sitônio. Soube através de minha Mãe, que um italiano também foi o responsável por nossa Igreja, Pe. Albino, que seria, segundo ela que era ligadíssima ao Bispo Dom Zacarias. Ela e Zeilton Trajano dirigiam a Rádio Alto piranhas, tipo subversivos ou desobedientes, diziam que em todo sermão ele fazia críticas ao seu superior, o Bispo, mas como não vivi esse tempo aqui, deixo de registrar, mas todos esses italianos foram desligados de nossa Diocese por Dom Zacarias. Poderia tecer muitas histórias sobre a matriz, mas falta espaço.

Quando eu cheguei aqui, e recém casado (quem me casou foi inclusive o Mons. Abdon Pereira), como quase todos os meus contemporâneos, o vigário de nossa paróquia era Pe. Raimundo, mas naquele tempo, pouco ou nunca frequentava nossa Matriz.

Quando da troca do vigário, fui apresentado por D. Joaninha Guimarães ao Pároco que nos deixa, vou chamá-lo assim, Padre Diassis, tive uma boa primeira impressão sobre ele.

Mas o primeiro evento que vim a participar foi o da “Procissão do Silêncio”, que D. Joaninha me convidou e começava à meia noite da Sexta Feira Santa, mais por medo de ela, D. Joaninha fosse assaltada, pois a Procissão passava pelos limites da paróquia, alguns, àquela hora, escuros e sinistros. Mas tudo transcorreu na normalidade.

Bem, depois dessa estreia, fiquei a frequentar os eventos de nossa Paróquia, e de certa maneira devo ao Pe. Diassis. Nossa Igreja Matriz, era suja e quente, ele conseguiu trazer a climatização e depois o ar condicionado para nossa igreja, transformou os locais onde ficavam os santos; que de janelas quase nós não conseguíamos enxergar para um lugar mais adequado; pôs madeira envernizada à esquerda e à direita do altar, e repintou com o tipo marmorização nossa Matriz.

O trabalho de embelezamento de nossa Matriz, tem que ser registrado, apesar de alguns acharem que seria obrigação de todo vigário, mas os seus antecessores não o fizeram. Ninguém agrada a todos, o melhor que havia, pregaram numa cruz.

Fica o registro e minha admiração pelo vigário que deixa nossa matriz. Espero que sua obra tenha continuidade.

PEPÉ PIRES FERREIRA É ENGENHEIRO MECÂNICO E ADVOGADO

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