Segurar uma lágrima não é mostrar-se uma pessoa forte, mas sim alguém que não tem sentimentos. Na vida a lágrima se faz presente nos nossos olhos por vários motivos: saudade, dor, decepção, despedida, emoção, etc. Através dos olhos lacrimejados expressamos o que estamos sentindo. A lágrima comove, enternece, impressiona. É a mais pura mensagem da alma, quando sincera.

Ocorre que o ser humano também faz uso da lágrima de uma forma fingida, falsa, artificial. O pranto da farsa, da enganação, utilizado como estratégia de convencimento ou como recurso para conquistar algo é próprio dos dissimulados, dos hipócritas.

Os motivos que fazem as lágrimas caírem é que manifestam sua condição de dor. Quando elas escorrem pela face espontaneamente, sem que possamos contê-las, revelam uma sensação de aperto no coração, mostram o íntimo de um espírito abatido, pesaroso, compungido. Os olhos embaçados não conseguem esconder a fragilidade da alma e falam mais do que mil palavras.

Não devemos nunca permitir que nossas lágrimas sejam causas de vergonha, como se chorar fosse um desdoiro, desonra, covardia. As lágrimas aliviam dores, ensinam verdades que teimamos em ignorar, consolam o espírito quando está perturbado.

É bíblico o ensinamento de que são “bem aventurados os que choram, porque eles serão consolados” – Mateus 5:4.

Por lágrimas derramadas buscamos ajuda, primeiramente de Deus, que é quem sabe verdadeiramente o que sentimos. E Ele intercede no sentido de que alguém nos socorra, nos conforte, amenize nossa aflição. Recolhe essas lágrimas e as transforma em força para o enfrentamento da dor.

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