A galega e o preço da cerveja

TATYANA
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parishiltondevassa

Mané Bugari, o caba mais enfezado de Cajazeiras, o nosso filósofo oriental (pela insuperável paciência com que trata o que lhe desagrada!) e meu amigo-compadre, gosta de tomar umas e outras. Gosta de beber em bares com os amigos, mas fica ‘puto da vida’ com a sensação de estar sendo roubado. E isto ocorre sempre que se depara com um preço exagerado de uma cerveja. É confusão na certa!

Na sua pureza de raciocínio, o único lugar em que ele aceita preço exagerado da cerveja é no cabaré. Isto mesmo! Ele diz que só aceita roubo se estiver no cabaré! Para ele, ali tá certo. Vai pra cabaré quem quer. O atrativo não é a bebida, é a mulher. Ele acha que, se quer beber em companhia feminina, deve pagar mais.

Por isto, quando sente que está sendo ‘roubado’ no preço da cerveja, Mané Bugari diz para o dono do bar, em alto e bom tom:

“- Caba véi… esse preço pela cerveja… eu só pago se tivesse uma galega bacana sentada no meu colo!”

Ô Carrazera boa!

DIRCEU GALVÃO PARA O SETE CANDEEIROS
ELIANE BANDEIRA

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