A farmacêutica Darlene Lopes Ferreira


Era o dia de 27 de julho de 1959. Depois do casal Osmídio e Nazareth Lopes receber três filhos em sequência – Reudesman, Osnilvan (Nenem) e Darlan – nascia a primeira filha e ela, Darlene Lopes Ferreira, trouxe muita alegria e muita festa com a sua chegada à família.

Educada sob os princípios da fé, da amizade, do amor ao próximo, da educação, da ética e moral, do trabalho exemplificado pelos pais através da demonstração dia a dia da luta para a sobrevivência, Darlene, foi pós-doutoranda de todos estes preceitos que são marcas da sua família. Dedicou-se de corpo e alma aos seus estudos e pelos estabelecimentos que passava traduzia, inteligência e esforço e era exemplo para os colegas.

Em 1983, Darlene concluía pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, o curso de Farmácia, como uma das alunas destaque da turma. Em 1988, entrava para o serviço público como farmacêutica do Hospital Regional de Cajazeiras (HRC), onde, comprovadamente, se dedicou ao trabalho e fez história.

História de competência, de inteligência, de zelo pela coisa pública e, principalmente, de amor e respeito aos seus colegas de HRC e a quem a procurava em busca de uma ajuda. A sua passagem pelo Hospital Regional de Cajazeiras será, sem dúvida, de muitas recordações e saudades daqueles e daquelas que tiveram a honra de dizer ser seu amigo ou amiga. Era, com certeza, a sua segunda casa.  Feriado? Dia Santo? Se precisasse dela, lá estaria ela.

Farmacêutica da farmácia Coração de Jesus desde os anos 1990, guardava por todos que ali a recebiam um profundo carinho e os tratava como integrantes de sua família.

Darlene não me revelava, mas tinha um grande sonho. E esse era o Hospital Júlio Bandeira (HUJB), quando falava que queria dar a sua cara na formatação da sua farmácia em organização e estruturação. Seus olhos brilhavam e sonhava. Foi uma profissional extremamente exemplar, competente, dedicada e que viveu em função dos amigos e amigas e da Farmácia.

Na família, Darlene se constituía não apenas em uma irmã, mas, também, de uma mãe. Mesmo sendo eu o mais velho, qualquer coisa que estávamos prestes a fazer tinha que passar pelo seu crivo. Sempre foi assim: gostávamos – como gostamos – de combinar as coisas que vamos realizar. Darlene viveu para nós e nós para ela.

Os sobrinhos, todos eles, sempre receberam da Tia Dadá, como assim a chamavam, todos os mimos imagináveis. Ela não media o esforço no agrado a eles e a elas. Logo após o falecimento da nossa mãe Nazareth Lopes, adepta do almoço em família aos domingos, Darlene tomou para si essa continuidade. Juntava todos nós e, ali, entre uma cervejinha e outra, ela preparava o seu tradicional prato diferente: um domingo era um “Arroz à Tia Dadá”, em um outro era o “Macarrão à Tia Dadá”.

Como amante da vida, da alegria em estar junto à família e aos amigos e amigas, as festividades de Natal, Ano Novo, Carnaval, São João eram comemoradas na sua área de lazer.

Darlene faleceu no dia 30 de maio de 2017, aos 55 anos, em João Pessoa. Ela estava internada no Hospital São Vicente de Paula, após ter complicações no seu estado de saúde. Foi sepultada no Cemitério Coração de Maria, em Cajazeiras.

1 Comment

  1. Janaina Melo
    10/06/2018

    O senhor descreveu uma mulher belíssima!Realmente com um espírito público impecável e um ente muito querida!Parabéns por seu testemunho tão amável sobre sua irmã.

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