A burocracia

A COLUNA DE RUI CÉSAR VASCONCELOS LEITÃO

O cientista social Max Weber, defendia a teoria da burocracia como o modelo ideal de organização administrativa, tanto nos entes públicos quanto nos privados. No entanto, com o decorrer do tempo esse conceito ganhou um sentido pejorativo na consciência coletiva. A ineficiência, observada nas instituições públicas e algumas corporações ou empresas privadas que prestam serviços à sociedade, tem concorrido para esse entendimento.

A população se vê prejudicada pelo excesso de formalismo e papelada em qualquer procedimento de interesse individual ou de grupo. As filas, a morosidade no trâmite de qualquer encaminhamento, os desnecessários e redundantes pareceres exigidos para conclusão de um processo, diligências que só complicam o que pode ser resolvido com mais facilidade, são exemplos de como a burocracia torna improdutiva e inoperante a atividade da administração que peca pelo exagero de regras e controles.

As estruturas burocráticas engessam o setor público, inibem a capacidade de inovar, não permitem a quebra de paradigmas, ainda que venham em favor de um processo decisório mais eficaz, desestimulam a criatividade.

Num mundo competitivo em que vivemos há uma exigência de que os serviços prestados à sociedade sejam rápidos, eficientes e eficazes. Infelizmente na administração pública isso deixa muito a desejar. A inércia é característica de muitas repartições públicas.

Só venceremos esse efeito nocivo na burocracia se reinventarmos outros métodos de trabalho e estabelecermos novos modelos de funcionalidade, imprimindo agilidade nos procedimentos. Esse é um desafio da modernidade: derrotar a burocracia. Se conseguirmos isso, estaremos também combatendo um dos grandes males da gestão pública dos tempos atuais: a corrupção.

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