A banda cabaçal

A memória das coisas de Cajazeiras

Em 1938, o escritor Mário de Andrade enviou uma equipe ao Nordeste e ao Norte para registrar cantos, danças e rituais que considerava ameaçados de extinção. Naquele ano, o escritor paulista estava à frente do Departamento de Cultura de São Paulo e idealizou a Missão de Pesquisas Folclóricas. De fevereiro a julho daquele ano, a Missão passou por mais de 30 cidades em Pernambuco, Paraíba, Piauí, Ceará, Maranhão e Pará.

Coordenada à distância por Mário e formada pelo arquiteto Luís Saia, pelo maestro austríaco Martin Braunwieser, pelo técnico de som Benedicto Pacheco e pelo ajudante Antonio Ladeira, a caravana fez as primeiras gravações conhecidas de músicas, danças, festas populares e rituais religiosos daquelas regiões, do coco ao bumba meu boi, de aboios a modinhas, de cerimônias indígenas a cantos de terreiros.

Passando por Cajazeiras (PB), a missão registrou uma banda cabaçal, conforme informações obtidas com o professor Naldinho Braga, estudioso do assunto. Na fotografia, cujos integrantes não foram identificados, observa-se que a formação posou na Rua Francisco Bezerra, defronte ao antigo Hotel Oriente, que aparece à esquerda.

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