[2002] Epidemia não está descartada no Hospital Regional de Cajazeiras

Das páginas do Gazeta do Alto Piranhas para a posteridade

Risco existe e é grande segundo afirmou o Dr. Epitácio Leite Rolim, diretor clínico do Hospital

A centralização de todos os serviços do Hospital Regional de Cajazeiras no recém inaugurado prédio onde funcionará o Centro de Imagem daquela casa de saúde, enquanto se edifica novos prédios que sediarão o novo HRC, pode trazer sérias consequências.

O alerta foi dado pelo diretor clínico do Hospital Regional, médico Epitácio Leite Rolim. Segundo ele, diante do quadro que se apresenta atualmente, com doentes de toda qualidade e patologia ‘amontoados’ em quartos pequenos e pouco arejados, não se pode descartar nem mesmo a remota hipótese de ocorrência de uma epidemia.

Embora reconheça que essa é uma situação temporária e passageira, o diretor clínico do HRC alertou que todo cuidado é pouco pois, onde era pra ser um Centro de Imagens, “hoje é tudo: enfermaria, sala de cirurgia, etc.”

FALTAM BANHEIROS

O médico Epitácio Rolim considerou mais crítico no atual prédio que sedia todos os departamentos do HRC, o fato do mesmo só ter dois banheiros, e ainda assim a aproximadamente 50 metros de distância da enfermaria, o que tem ocasionado sérios problemas de limpeza nos corredores, uma vez que pacientes idosos têm tido dificuldade de locomoção para fazerem suas necessidades fisiológicas.

Ademais, apenas dois banheiros para um hospital que tem em média, atualmente, 50 pacientes internados, é muito pouco.

O diretor clínico do Hospital Regional disse que já levou sua preocupação de forma verbal ao Secretário de Saúde do Estado, José Maria de França, e que também já oficiou ao mesmo lembrando os riscos a que estão expostos todos que estão ali: pacientes, médicos, paramédicos e funcionários.

Para o médico Epitácio Rolim, a improvisação de mais banheiros enquanto os demais não são edificados e tudo volta ao normal, seria uma das medidas que poderiam melhorar as condições de higiene do HRC.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS – ANO 4 – Nº 167 (1º A 7/03/2002)

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